Estes são alguns matériais que gostei bastante. Os dois primeiros foram apresentados por veículos de comunição de massa e o último é um artigo acadêmico. Resolvi fazer um teste trazer informações de diversas fontes e com diversos níveis de profundidade sobre o mesmo tema. Dependendo da resposta vou selecionar outros temas de interesse.
A primeira entrevista é bem atual e trás uma atleta que consagrou o volei feminino brasileiro. Fofão, levantadora e medalhista olímpica, explica como a música se encaixa em seu ritual pré-jogo. A atleta ainda trás pontos preciosos de como ela faz a leitura de suas companheiras.
A segunda matéria está fazendo aniversário, afinal foi publicada pela revista Exame em abril de 2012. Entretanto o valor de seu conteúdo permanece alto. Ela trás a como a ciência vem pesquisando a influência da música no esporte de forma simple e clara.
A terceira fonte é um artigo científico publicado em 2011 no Journal of Sports Science & Medicine.
O artigo apresenta os resultados da utilização de música no atingimento de metas relacionadas a corrida.
Aproveitem!
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domingo, 7 de abril de 2013
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Juízes de Futebol e Psicologia do Esporte
Durante a Copa da África achei esta reportagem do terra que dizia como os árbitros estavam se preparando para superar o incômodo barulho das vuvuzelas.
De acordo com a materia foram realizadas simulações na universidade Odendaal, em Pretória. No teste, eram realizadas jogadas de ataques contra defesa, além de diversas situações de jogo. Um alto falante foi colocado no campo, produzindo som em alto volume. Dessa forma os juízes ficariam familiarizados com o barulho "irritante" das mesmas.
Agora não lembro a fonte, mas os soviéticos já utilizavam estratégia semelhante para treinar a temida seleção de volêi de décadas passadas, ao invés de auto falantes que reproduziam os sons da tão falada vuvuzela, a antiga URSS utilizava torcedores reais que gritavam todo tipo de "elogios" aos atletas para que eles treinassem seu foco atenção ao que acontece dentro e não fora de quadra.
Lembro também de uma entrevista do então Ministro dos Esportes da Rússia quando o mesmo dizia que na época da URSS era mais fácil criar Grandes Atletas, que a democracia dificultava o processo. Hoje em dia deve ser bastante difícil achar 6 ou 7 mil torcedores dispostos a gritar para treinar os atletas. Que venham os alto falantes.
Outra matéria que recebí é da Dra. Marta Magalhães de Sousa, que trabalha desde 2004 com árbitros brasileiros. Vale a pena dar uma olhada na entrevista do site apitonacional.com.
De acordo com a materia foram realizadas simulações na universidade Odendaal, em Pretória. No teste, eram realizadas jogadas de ataques contra defesa, além de diversas situações de jogo. Um alto falante foi colocado no campo, produzindo som em alto volume. Dessa forma os juízes ficariam familiarizados com o barulho "irritante" das mesmas.
Agora não lembro a fonte, mas os soviéticos já utilizavam estratégia semelhante para treinar a temida seleção de volêi de décadas passadas, ao invés de auto falantes que reproduziam os sons da tão falada vuvuzela, a antiga URSS utilizava torcedores reais que gritavam todo tipo de "elogios" aos atletas para que eles treinassem seu foco atenção ao que acontece dentro e não fora de quadra.
Lembro também de uma entrevista do então Ministro dos Esportes da Rússia quando o mesmo dizia que na época da URSS era mais fácil criar Grandes Atletas, que a democracia dificultava o processo. Hoje em dia deve ser bastante difícil achar 6 ou 7 mil torcedores dispostos a gritar para treinar os atletas. Que venham os alto falantes.
Outra matéria que recebí é da Dra. Marta Magalhães de Sousa, que trabalha desde 2004 com árbitros brasileiros. Vale a pena dar uma olhada na entrevista do site apitonacional.com.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Palestra Nalbert em Brasília
Dia 10 de junho o ex-capitão da seleção brasileira de volei, Nalbert, esteve em Brasília participando de uma palestra onde ele destacava aspectos de sua vida esportiva fazendo uma analogia com o mundo dos negócios.
Em outra postagem comento que tenho por hábito ler boas biografias, ao descobrir que o Nalbert é o único atleta campeão mundial em três categorias diferentes (infanto-juvenil, juvenil e adulto) não podia perder a chance de fazer a seguinte pergunta "Qual a importância da preparação psicológica para o seu sucesso?" . Afinal, não tem porque esperar o livro se o autor estava em carne e osso.
Bem a resposta na íntegra disponibilizo abaixo.
Bem a resposta na íntegra disponibilizo abaixo.
É interessante perceber a proximidade de pensamentos entre o Nalbert e o Bernardinho. Não poderia ser diferente afinal ambos fazem parte da seleção desde que o técnico assumiu o posto. Declara que o preparo psicológico é fundamental não está isolado na preparação de um atleta, pois em competições com alto nível técnico os jogos são decididos nos pontos finais. Nalbert ainda comenta que já trabalhou com vários psicólogos e de certa forma diz algo que é de consenso entre os psicólogos do esporte, ou seja, que a preparação psicológica está relacionada aos outros aspectos da preparação (física, tática e técnica). Como o Bernardinho em seu livro (Transformando Suor em Ouro), Nalbert exaltou o merecimento, ou seja, treinar mais do que os adversários estaria diretamente relacionado à confiança na execução das jogadas. Em outra postagem há uma declaração do Murilo na mesma linha de raciocínio.
domingo, 26 de julho de 2009
Brasil 3 X 2 Sérvia
Minha proposta inicial era de nunca postar "achismos" sobre fatos ocorridos no cenário esportivo, afinal, não precisaria cursar 5 anos de psicologia para dar pitaco se fulano "amarelou" em tal momento... Por isso tento manter uma certa coerência com esta filosofia do Blog.
O que não posso deixar de fazer é não comentar sobre acontecimentos e suas possíveis implicações na forma como os atletas enfrentariam os mesmos. Isso é diferente de pressupor que algo aconteceu com fulano para que ele errasse. Seria uma falta de ética da parte de qualquer psicólogo julgar um atleta sem conhecer o caso a fundo. Portanto vamos aos fatos e suas possíveis implicações!
O jogo: Brasil X Sérvia final da Liga Mundial de Volei.
Local: Belgrado (Capital Sérvia)
Data: 26/07/09
Momento do jogo: 3 set, Brasil (2 sets) 21 x 21 Sérvia (1 set)
Situação: Em uma reportagem para o site terra, o levantador Bruno, disse que a torcida jogava moedas e isqueiros neles(no vídeo 2min 08)! Pressão total! Em um ataque de Ivan Miljkovic (maior pontuador pelo segundo ano consecutivo) a bola bate no nosso bloqueio e volta na cabeça do atacante sérvio! Para espanto de todos o juiz dá bola fora e ponto para a Sérvia. Bernardinho falta invadir a quadra. Todos os jogadores brasileiros reclamam da arbitragem. Quando acontece o inesperado. Os delegados do jogo chamam o juiz auxiliar e explicam que a bola bateu na cabeça do sérvio e que o ponto deve ser brasileiro.
Nas palavras do comentarista da SPORTV: "Nunca ví isso antes, a tecnologia interferindo no resultado de um jogo de volei!" O Brasil estava a frente no placar 22X21.
Pensei: - Agora vencemos o jogo! Com a Sérvia totalmente fora de si pela volta do ponto, é só marcar mais 3 pontos e fechar!
Mas quem voltou muito mais fortalecida do episódio foi a Sérvia, pois fecharam o set em 23X25. Foi isso o que mais me impressionou, a capacidade da seleção brasileira retomar o foco para o tie-break. O Brasil iniciou uma reação incrível e saiu de uma desvantagem de 5 a 8 para marcar 12 a 10. O resto é história!
Aos 2min e 40 segundos há um comentário muito bom do Murilo sobre uma técnica muito utilizada e disseminada pela Psicologia do Esporte que é a auto-fala (auto-conversação ou conversa interna) .
- Naqueles 3 segundos eu falava pra mim mesmo, muita calma, você trabalhou muito pra isso por muito tempo, o saque vai entrar!
Parabéns Seleção! É claro que não é só concentração que ganha jogo, mas nos momentos decisivos são os detalhes que decidem e este foi um detalhe muito bem trabalhado!
O que não posso deixar de fazer é não comentar sobre acontecimentos e suas possíveis implicações na forma como os atletas enfrentariam os mesmos. Isso é diferente de pressupor que algo aconteceu com fulano para que ele errasse. Seria uma falta de ética da parte de qualquer psicólogo julgar um atleta sem conhecer o caso a fundo. Portanto vamos aos fatos e suas possíveis implicações!
O jogo: Brasil X Sérvia final da Liga Mundial de Volei.
Local: Belgrado (Capital Sérvia)
Data: 26/07/09
Momento do jogo: 3 set, Brasil (2 sets) 21 x 21 Sérvia (1 set)
Situação: Em uma reportagem para o site terra, o levantador Bruno, disse que a torcida jogava moedas e isqueiros neles(no vídeo 2min 08)! Pressão total! Em um ataque de Ivan Miljkovic (maior pontuador pelo segundo ano consecutivo) a bola bate no nosso bloqueio e volta na cabeça do atacante sérvio! Para espanto de todos o juiz dá bola fora e ponto para a Sérvia. Bernardinho falta invadir a quadra. Todos os jogadores brasileiros reclamam da arbitragem. Quando acontece o inesperado. Os delegados do jogo chamam o juiz auxiliar e explicam que a bola bateu na cabeça do sérvio e que o ponto deve ser brasileiro.
Nas palavras do comentarista da SPORTV: "Nunca ví isso antes, a tecnologia interferindo no resultado de um jogo de volei!" O Brasil estava a frente no placar 22X21.
Pensei: - Agora vencemos o jogo! Com a Sérvia totalmente fora de si pela volta do ponto, é só marcar mais 3 pontos e fechar!
Mas quem voltou muito mais fortalecida do episódio foi a Sérvia, pois fecharam o set em 23X25. Foi isso o que mais me impressionou, a capacidade da seleção brasileira retomar o foco para o tie-break. O Brasil iniciou uma reação incrível e saiu de uma desvantagem de 5 a 8 para marcar 12 a 10. O resto é história!
Aos 2min e 40 segundos há um comentário muito bom do Murilo sobre uma técnica muito utilizada e disseminada pela Psicologia do Esporte que é a auto-fala (auto-conversação ou conversa interna) .
- Naqueles 3 segundos eu falava pra mim mesmo, muita calma, você trabalhou muito pra isso por muito tempo, o saque vai entrar!
Parabéns Seleção! É claro que não é só concentração que ganha jogo, mas nos momentos decisivos são os detalhes que decidem e este foi um detalhe muito bem trabalhado!
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