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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Medalha de Ouro no Moguls - DIA 1

Psicólogo do esporte canadense Wayne Halliwell ao lado da atleta canadense Justine Dufour-Lapointe aguardando a nota que lhe deu a medalha de ouro no Moguls feminino.

Este video mostra Wayne falando sobre habilidades psicologicas no esporte.



Uma das dicas que Wayne da é focar no momento o que nos remete a postagem sobre a tatuagem do Mark McMorris aqui.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Estratégias Psicológicas de Marcelinho Huertas

Gostei da matéria publicada pelo Terra onde o Marcelinho Huertas descreve com utiliza a visualização como rotina pré-competitiva com auxílio de vídeos dos oponentes.
No discurso do atleta aparecem vários "falas" da psicologia esportiva, como: foco, concentração, visualização... selecionei algumas partes da matéria: "Concentração é a arma de capitão do Brasil contra argentinos" publicada no dia 07 de setembro de 2010 • 11h32 • atualizado às 11h37 por: Solly Boussidan.

"O importante é estar com a cabeça no lugar para poder dirigir o time dentro da quadra. Eu sei que o time depende muito de um armador. Assim como a Argentina depende do Pablo (Prigioni), nosso time depende de eu estar bem e saber guiar dentro da quadra. Isso é o mais importante. Estar com a cabeça preparada, estar concentrado, para que as coisas saiam naturalmente", explicou Marcelo Huertas, o capitão da Seleção Brasileira.

"A gente não tem que ficar muito preocupado com a imprensa. Eu tento não ter muito contato com o que sai na imprensa para estar mesmo focado no basquete e não ter nenhum tipo de outra preocupação", afirma.

"Durante a preparação eu tento visualizar a partida. Assisto vídeos, os esquemas de ataques deles para ver como defender. Vejo como é a defesa deles para imaginar situações de como atacar. Tento visualizar um pouco o jogo", completa Huertas, que espera que a concentração ajude.

"O mais importante é estar preparado, estar concentrado e não deixar que nenhum fator externo te atrapalhe. É estar focado sem que nada incomode nem a mim nem a meus companheiros", concluiu.

VAMOS BRASIL!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Psicologia do Esporte e Surf

Uma mesa do II Congresso Abrapesp tratou de esportes não-Olímpicos onde foram relatados trabalhos com o triathlon, beach soccer e o surf. Representando esta última categoria estava a Psicóloga Especialista Diva Assef que desenvolve trabalhos na área há vários anos. Com uma abordagem bem direta e sem “firulas”, Diva falou sobre a pressão que existe neste esporte, desconstruindo a imagem de trabalho dos sonhos. Afinal o surfista tem uma representação social de uma atleta que curte a vida, pegando ondas nos “picos” mais “irados” do mundo. Desbravando paraísos fora do alcance dos meros mortais. Ela também faz uma brincadeira sobre o aspecto do surfista, “jovens lindos com corpos malhados e dourados”.

Diva relata que por trás desta imagem de bom vivan existe uma pressão constante sobre estes atletas. Um dos desafios que eles tem de vencer é a própria logística dos campeonatos e das viagens para gravações de filmes promocionais. Um dos relatos era de atletas que percorriam mais de 36 horas entre o Brasil até um destes paraísos tropicais, esperando várias horas em aeroportos, pegando vans, barcos, lanchas em busca da tal onda perfeita. Parece exagero de quem “cuida” de seus atletas, afinal em nossas férias viajar algumas horas para outro continente pode até ser cansativo mas vale o esforço. Entretanto esta é a grande diferença entre o turista e o profissional que é obrigado a fazer estes percursos várias vezes por ano.

Mineirinho, melhor surfista brasileiro da atualidade, foi foco de uma reportagem da revista da GOL (edição de dezembro de 2009), o repórter explorou duas possíveis explicações sobre os resultados de brasileiros no WCT (série A do surf mundial). Ambas foram explanadas pela Diva durante o Congresso. A explicação técnica fala sobre falta de estrutura para os treinos nas praias onde são disputadas as etapas. Além de sofrerem com dificuldades com o idioma e tendo que resolverem todos os problemas que podem acontecer durante as competições. Um exemplo disso é que Mineirinho para treinar no Havai chega a levar 10 pranchas e pega mais 5 por lá! Imagine ter que preocupar-se com bagagem, hotéis, dinheiro, afinal para muitos deles a premiação é fundamental para financiar a próxima etapa. Todos estes aspectos prejudicam qualquer competidor, dificultando o foco na competição.

A outra explicação fala da "conspiração" para que os atletas patrocinados pelas grandes marcas (organizadoras das etapas) tenham notas melhores. Como na ginástica olímpica ou saltos ornamentais, as notas passam por alguns critéios subjetivos e este formato das competições aumenta o grau de estresse vivenciado por estes atletas. Pois somados a isto tudo existe uma interação com a natureza que torna as baterias mais imprevissíveis. São 20 minutos para os atletas escolherem as melhores ondas, portanto a administração do tempo e escolha é fundamental para desempenhar suas habilidades nas ondas mais favoráveis.

Foi ótimo ver a matéria da revista da Gol e relembrar desta mesa tão proveitosa do II Congresso. Quanto mais leio sobre diferentes esportes mais penso sobre o papel do preparo mental para o desempenho ótimo. Poucos atletas tem a possibilidade de contar com a estrutura que o Mineirinho possui, já uma assessoria psicológica por mais que não resolva os problemas logísticos, poderia favorecer a mudança e manutenção de foco ao menos durante a competição.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Barcelona FC

Acabo de assistir o jogo Barcelona X Estudiantes, onde o clube catalão venceu por 2 X 1 na prorrogação. Ao final do segundo tempo, pude observar algo que já havia sido dito pelo Dr. Joaquim Dosil no II Congresso Abrapesp. Em sua palestra, Dosil, utilizou um vídeo onde o  Guardiola (técnico do Barcelona)aparece conversando ajoelhado com seus jogadores antes do início da prorrogação.


Os pontos enfatizados pelo Dosil estavam relacionados a forma de comunicação utilizada pelo técnico. Ele fica no mesmo nível dos jogadores, facilitando a compreensão, mantendo contato visual com todo seu plantel. Guardiola faz parte da roda de conversa, o que difere do técnico argentino que fica em pé e no meio da roda de jogadores, dando as costas a alguns de seus atletas por parte do tempo.
Outro ponto enfatizado foi a manutenção do foco da equipe em fazer o que eles sabem, com paciência, sem dar muitas instruções... A única instrução que ele deu foi para iniciar o jogo jogando pelas laterais para que com a troca de passes os espaços seriam criados.

Achei este outro vídeo que gostei bastante. Aparece o "dia-a-dia" do técnico com sua equipe, a forma como ele participa dos treinos e a proximidade que mantém com seus jogadores. PS: apenas estou constando um vídeo editado do técnico... não posso afirmar que ele é assim todos os dias!!!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Crianças sonham em participar da Olimpíada de 2016

mais trabalho para os Psicólogos do Esporte!

Achei esta matéria bem interessante...




Vale a pena refletir sobre como a mídia vai criando um cenário de pressão sobre as crianças, adolescentes e até atletas de ponta.

Será que esta "expectativa" exacerbada não pode gerar mais pontos negativos do que positivos? O que dizer do Chinês recordista mundial dos 110 com barreiras, que não conseguiu largar de dor. A cena da multidão abandonando o "ninho de pássaro" é impressionante.

Como o elevado nível de expectativa pode gerar castelos de sonhos e oceanos de desilusão. É claro que sonhar não custa nada, mas como manejar este sonho, transformando-o em metas claras (específicas, mensuráveis, temporais, relevantes e alcançáveis) sem jogar todo o "peso" em cima dos atletas.

Até hoje não acredito no que ouvi durante as Olimpíadas de Atenas, onde havia um a grande expectativa de que ela pudesse conquistar o ouro, afinal havia conquistado a medalha de ouro em etapas da copa do mundo... mas essa estória vocês já sabem... o que me deixa indignado é o fato de repórteres minutos antes da sua apresentação de solo perguntarem:

- Daiane, como você se sente podendo se tornar a primeira negra da história da ginástica a conquistar uma medalha de ouro?

A resposta pouco importa, saber que será a primeira brasileira já era uma grande responsabilidade, ter que carregar o Brasil todo nas costas é duro, mas carregar toda uma história de injustiça racial... não se compara! É muita pressão... não estou dizendo que foi isso que fez com que ela errasse!!! Mas minutos antes da prova é o momento onde o atleta deve esquecer do mundo, concentrar na plano de competição!

Espero que até 2016 possamos aprender com nossos erros e com os acertos de tantos outros países!

Lembre também o post sobre a influência dos pais.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Usain Bolt



Gostei muito da matéria. Tenta mostrar quais as possíveis vantagens que o "Fenômeno" Usain Bolt possui sobre seus concorrentes.

aos 3 min e 30 surge o ponto alto, afinal, para quem é apaixonado por esporte é claro que gosto de saber curiosidades sobre altura, peso, distância das passadas... mas o que gosto mesmo é de Psicologia do Esporte! ...voltando aos 3min e 30, a Dra Kátia Rúbio discorre sobre nivel de ativação óptima, onde o atleta está preparado para desempenhar sua tarefa com o máximo de eficiência psico-fisiologica. Outra forma de falar sobre este estado pode ser representada pelo gráfico do U invertido, tão discutido em tantos livros de psicologia do esporte.

Para quem quiser ler um pouco mais sobre o tal nível ótimo, este é um artigo da própria Kátia!
Boa leitura!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Yelena Isinbayeva

Achei muito pertinente postar este vídeo, afinal é interessante perceber o olhar que cada meio de comunicação dá ao mesmo fato. Foi refletindo sobre este viés de quem conta a história que penso sobre a importancia da formulação de boas perguntas.

Um atleta de ponta está (ou deveria) acostumado com as perfuntas básicas que dependendo do resultado normalmente aparecem. Na vitória: A quem você dedica? Em quem você está pensando? Como foi a preparação? Como você acha que o povo brasileiro está se sentindo?
Na derrota: O que foi que aconteceu? O que deu de errado? Como você explica? Estava com alguma lesão?




Mas o que me agradou neste vídeo é o fato do psicólogo... ops o repórter, ao fazer uma pergunta que sai do roteiro básico, ter utilizado uma "técnica" chamada por Milton Erickson de "truísmo" onde ele fala várias coisas óbvias: "todos querem ver vitórias, todos querem ver recordes, mas você é humana, quer falar um pouco sobre isso?"

BINGO!!! Sai a resposta pronta estilo: "A pista estava boa, o vento estava bom, tudo estava ok. Não senti nada, não estou com lesão. Eu estava concentrada, fiz como sempre faço. Entrei na disputa em 4m75 e depois tentei 4m80 porque essas são marcas que eu costumo bater com frequência em treinos."

Entra a resposta expontânea que fala do que ela está sentindo: "é claro que eu sou humana e às vezes, tenho alguns problemas privados, mas tenho de focar no esporte. Talvez hoje eu esteja pensando muito nos meus problemas. Preciso mudar isso. Mas eu vou lembrar deste dia durante toda a minha vida!"

Obrigado pela pergunta! Mostrou que mesmo uma "heroína" quase sem falhas,com 20 recordes mundiais, é humana, e que pelo próprio discurso deixa claro que poderia ter utilizado do serviço de alguns de meus amigos da Psicologia do Esporte.

domingo, 26 de julho de 2009

Brasil 3 X 2 Sérvia

Minha proposta inicial era de nunca postar "achismos" sobre fatos ocorridos no cenário esportivo, afinal, não precisaria cursar 5 anos de psicologia para dar pitaco se fulano "amarelou" em tal momento... Por isso tento manter uma certa coerência com esta filosofia do Blog.

O que não posso deixar de fazer é não comentar sobre acontecimentos e suas possíveis implicações na forma como os atletas enfrentariam os mesmos. Isso é diferente de pressupor que algo aconteceu com fulano para que ele errasse. Seria uma falta de ética da parte de qualquer psicólogo julgar um atleta sem conhecer o caso a fundo. Portanto vamos aos fatos e suas possíveis implicações!

O jogo: Brasil X Sérvia final da Liga Mundial de Volei.
Local: Belgrado (Capital Sérvia)
Data: 26/07/09
Momento do jogo: 3 set, Brasil (2 sets) 21 x 21 Sérvia (1 set)

Situação: Em uma reportagem para o site terra, o levantador Bruno, disse que a torcida jogava moedas e isqueiros neles(no vídeo 2min 08)! Pressão total! Em um ataque de Ivan Miljkovic (maior pontuador pelo segundo ano consecutivo) a bola bate no nosso bloqueio e volta na cabeça do atacante sérvio! Para espanto de todos o juiz dá bola fora e ponto para a Sérvia. Bernardinho falta invadir a quadra. Todos os jogadores brasileiros reclamam da arbitragem. Quando acontece o inesperado. Os delegados do jogo chamam o juiz auxiliar e explicam que a bola bateu na cabeça do sérvio e que o ponto deve ser brasileiro.

Nas palavras do comentarista da SPORTV: "Nunca ví isso antes, a tecnologia interferindo no resultado de um jogo de volei!" O Brasil estava a frente no placar 22X21.

Pensei: - Agora vencemos o jogo! Com a Sérvia totalmente fora de si pela volta do ponto, é só marcar mais 3 pontos e fechar!

Mas quem voltou muito mais fortalecida do episódio foi a Sérvia, pois fecharam o set em 23X25. Foi isso o que mais me impressionou, a capacidade da seleção brasileira retomar o foco para o tie-break. O Brasil iniciou uma reação incrível e saiu de uma desvantagem de 5 a 8 para marcar 12 a 10. O resto é história!




Aos 2min e 40 segundos há um comentário muito bom do Murilo sobre uma técnica muito utilizada e disseminada pela Psicologia do Esporte que é a auto-fala (auto-conversação ou conversa interna) .
- Naqueles 3 segundos eu falava pra mim mesmo, muita calma, você trabalhou muito pra isso por muito tempo, o saque vai entrar!

Parabéns Seleção! É claro que não é só concentração que ganha jogo, mas nos momentos decisivos são os detalhes que decidem e este foi um detalhe muito bem trabalhado!