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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Gol de Placa de Tostão

Desculpem se estiver chovendo no molhado, afinal esta notícia é de 11.10.2009. Mas acredito ser muito pertinente... Como recebi por e-mail e fui verificar a veracidade do fato, após verificado resolvi postar. Vale a reflexão.



Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.
Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.
O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época.
O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.
É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.
A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.
Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.
Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.
Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.
Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.
TOSTÃO,  ex-jogador de futebol, é comentarista esportivo, escritor e médico.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Palestras UniCEUB!

Para quem mora em Brasília vai a dica de uma oportunidade de escutar alguns medalhistas olímpicos!

Quem promove estes encontros é o UniCEUB, confira mais informações nos links abaixo.

- Palestra com a Ricarda e a Leila do vôlei
Dia 09/09, às 9h, no Ginásio do bloco 10
Inscrições aqui.

- Palestra com Lars Grael, o campeão das águas turbulentas
Dia 09/09, às 19h, no Ginásio do bloco 10
Inscrições no site : www.dialogosuniversitarios.com.br

Participe e veja o que esses grandes nomes do esporte têm a dizer sobre motivação, carreira de sucesso, responsabilidade social e muito mais.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ayrton Senna

Ao ver este vídeo me veio em mente a forma com que certas pessoas impactam nossas vidas. Ayrton foi o exemplo de alguém que impactou uma nação inteira. Tenho 30 anos, portanto era bem jovem, mas lembro-me como se fosse hoje do silêncio e sofrimento que pairava no ar daquele sábado, quando o Brasil perdeu o jogo contra a França.

Quero deixar claro que não sabia ao certo porque chorava, mas a forma com que o silêncio era rasgado pelo choro de pessoas que amo (meus irmãos), trazia uma dor... e sendo assim eu chorava, mesmo sem entender.

No outro dia pela manhã, algo aconteceu, gritávamos, pulávamos e aquela tristeza que deixava um vazio na alma, não mais existia, pois esse espaço tinha sido preenchido pela vitória do novato Ayrtn Senna.

Costumo falar em palestras para alunos do terceiro ano que uma das diferenças entre o Ayrton e nossos outros campeões era que ele mostrou para todos os brasileiros que nós poderíamos erguer a cabeça. Com o simples gesto de levantar a bandeira no pódio, ele colacava toda uma pátria no lugar mais alto do pódio, pois não era uma vitória individual, mas algo de todos!

Gosto de lembrar que em 1986 havia 16 anos que o país do futebol não ganhava um copa, pior, vira e mexe alguém lembrava o que Nelson Rodrigues tinha escrito, criando uma profecia auto-realizadora chamada "sindrome de vira-lata", diminuindo ainda mais a imagem que o país tinha de sí mesmo.

Obrigado Ayrton!
Esse é um caso de como o esporte transcende o campo esportivo.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Aposentadoria ou Transição na carreira?


O primeiro momento onde percebi que a transição de carreira estava mais próximo do que eu  imaginava foi no I Congresso da Abrapesp em 2007. Lá fiz uma apresentação oral sobre: "O significado do corte para jovens atletas de basquetebol" foi ao fim de uma apresentação sobre aposentadoria no esporte que percebi como os temas estavam entrelaçados.
Na fundamentação teórica, havia uma clara diferenciação sobre Transição de Carreira e Transição na Carreira, onde o primeiro significa a famosa e temida (para muitos atletas) aposentadoria seja por "burnout", "dropout" ou só out e o segundo significa uma mudança nos caminhos que a carreira toma, mudanças estas caracterizadas pela entrada no time profissional, no caso de atletas recém-contratados, ou pela mudança de país o que demanda assimilações de uma nova cultura.
Daí me veio o estalo (insight), se alguns atletas jovens (16 e 17 anos) param de jogar basquetebol por terem sido cortados do time. O corte pode influenciar (para não ser maniqueísta) em como se dá a transição na ou da carreira esportiva destes jovens!
Felizmente, este é um tema que foi bem discutido ultimamente. Houve o Seminário Internacional de Destreinamento e Transição de Carreira Esportiva, um evento promovido pela Abrapesp (Associação Brasileira de Psicologia do Esporte) e pela SBME (Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva) com apoio do Ministério dos Esportes, no mês de fevereiro em São Paulo. O evento contou com quase 15 Doutores entre eles Prof. Dr Francisco Ucha (Cuba), Prof. Dr. Ramon Alonso Lopez (Cuba/Br.).
Contou ainda com Ana Moser (ex-atleta voleibol), Lamond Murray (ex-atleta NBA), Sócrates Brasileiro Souza Vieira de Oliveira (ex-atleta futebol), Vanderlei Cordeiro de Lima (ex-atleta atletismo) entre outros.
Outra forma pela qual a discussão veio à tona foi graças ao programa Dossiê SPORTV gravado com alguns dos convidados do Seminário. Para quem quiser acompanhar o programa, ele está disponível no site do SPORTV e foi dividido em duas partes. Portanto clique em parte 1 e parte 2 e assista.
Bem, me perguntava o que eu poderia acrescentar ao assunto após ter sido discutido em alto nível durante o Seminário e de forma muito bem explorada pelo Sportv. Eis que aparece minha esposa e me conta a novidade: "Estava navegando no site do RBC ( Royal Bank of Canada) e descobri algo que vai te interessar.
Pois bem, o RBC possui uma área especializada em atletas e técnicos esportivos para assessorá-los com suas finanças, com uma equipe multidisciplinar de gestores em finanças e ex-atletas que orientam de forma personalizada as aplicações de seus clientes atletas. Favorecendo a chegada da aposentadoria sem a preocupação de que "agora a vaca foi pro brejo".
Quem quiser saber mais sobre este serviço clique em RBC.
Abraços.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Psicólogo do Esporte tem que ser ex-atleta?

Este é uma pergunta recorrentemente feita por quem está conhecendo a Psicologia do Esporte. Uma resposta curta e grossa poderia ser: "Então para tratar pacientes com ideações suicidas é necessário que o psicólogo tenha tentado o mesmo, ou então ser pai para atender crianças e por aí vai!" Bem, essas não seriam respostas de psicólogo. Ele poderia responder que o conhecimento do esporte é muito benéfico, pois pode auxiliar o psicólogo a trabalhar com seu(s) cliente(s) por estar habituado com a terminologia utilizada no esporte, por já conhecer as demandas da modalidade, quais os grupos musculares ou habilidades psicológicas envolvidas, além de passar ao atleta uma "sensação" de já ter estado no mesmo barco. Todas estas informações prévias podem auxiliar ao psicólogo e dá-lo a possibilidade de trabalhar com o que Milton Erickson denominou de utilização, isto é utilizar elementos que podem ser frases, gírias ou expressões do esporte, sensações e sentimentos vivenciados na modalidade, para que o psicólogo possa embrulhar para presente aquela sessão ou atendimento. Independentemente de ser uma sessão clínica ou apenas um momento de feedback sobre algo observado no treinamento.

Mas então como exigir que o psicólogo saiba de detalhes de cada uma das inúmeras modalidades existentes?

No último congresso brasileiro da Abrapesp, discutiu-se sobre esta pergunta e de acordo com a Prof. Kátia Rúbio e com o Dr. Joaquim Dosil, é de fundamental importância que o psicólogo do esporte saiba muito bem sobre as demandas do esporte em que ele está atuando. Para tanto não se faz necessário uma experiência previa no esporte, mas isso torna o trabalho do psicólogo mais árduo, pois este terá que pesquisar de diversas formas (livros, entrevistas, observações e quem sabe até experimentações) para saber qual o contexto em que este seu cliente está inserido.

O próprio Dr. Dosil, incentivou todos os presentes a praticarem os esportes dos quais fossem consultores, ou que pelo menos estivessem envolvidos de alguma forma em atividades físicas. Seu argumento era que ao estar apto a realizar atividades físicas, o psicólogo ganha espaços privilegiados de atuação, afinal o setting do psicólogo esportivo, de acordo com Andersen, é o campo, ginásio, academia, quadra, vestiário e algumas raras vezes uma sala parecida com consultório. Neste evento o próprio Dosil mostra uma foto que foi publicada pela imprensa espanhola dele e um de seus atletas, automobilista, ambos correndo para reconhecerem o trajeto da pista de perto.

Esta postura me incentivou a iniciar novamente um programa de atividades físicas, afinal saber todos os benefícios físicos e psicológicos que o esporte tem a oferecer e não usufruir destes benefícios, não me parecia muito inteligente. O interessante que o beneficio que procurava não estava ligado aos citados, mas justamente ganhar alguns minutinhos ao lado dos atletas da AEEP. De qualquer forma esta estratégia está dando resultados, já estou conseguindo acompanhá-los e estabelecer um rapport ainda melhor. Olha que interessante exemplo de motivação! Quem observa de fora sem entrar nos meus motivos pode acabar se perdendo e intervindo de uma forma que não seja motivadora por não estar ligada aos MEUS motivos. Mas essa é outra estória!

Um ponto onde o profissional de educação física dá uma lição aos psicólogos é justamente nessa coerência, afinal na própria faculdade de Ed. Fisica os alunos devem participar de aulas práticas de cada modalidade, quando em psicologia pode-se concluir o curso sem ter feito terapia.

Vale também ressaltar os riscos corridos pelo ex-atleta que por ter uma vivencia muito intensa dentro do esporte. Ele pode confundir seu papel e "atropelar" o técnico. Então vale lembrar: "cada macaco no seu galho" ou a multidisciplinaridade deve andar em conjunto com as limitações e delimitações do trabalho de cada profissional, sabendo até onde podemos intervir.

Quando este é torcedor do time então isso pode ser ainda mais desastroso!

Abraços,

Tiago

sábado, 7 de março de 2009

Dobradinha!!!! Dra. Kátia Rúbio e Joaquim Cruz


Ontém foi um dia realmente especial! Repetindo uma cena que havia acontecido em dezembro de 2008, quando a Dra. Kátia Rúbio e Joaquim Cruz visitaram Brasília, em um coquetel reservado no belo prédio da CNI, e lançaram o livro: Joaquim Cruz - Estratégias de Preparação Psicoógica: da Prática à Teoria. Porém, desta vez os estudantes da matéria optativa de Psicologia do Esporte do UniCEUB tiveram oportunidade de ouví-los discorrer sobre as demandas e tendências na área no Brasil atual (Kátia) e utilizações destas estratégias em Jogos Olímpicos (Joaquim).
Gostaria de agradecer enormente a disponibilidade da Kátia por ter aceito o convite com tão pouco tempo de antecedência (quarta-feira)! Outro agradecimento é para o Joquim Cruz que carinhosamente cedeu um pouco de sua atenção após falar para um auditório lotado e com pessoas do lado de fora!

Segue uma pequena degustação do que foi dito!!!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Dra. Kátia Rúbio em Brasília

Graças a Banca do Paulo Vinícius, a Dra. Kátia Rúbio (presidente Abrapesp) estará em Brasília para compartilhar conosco um pouco de sua vasta experiência em Psicologia do Esporte. Ela irá compor a banca avaliadora do Paulo às 14h, mas antes estará no UniCEUB na aula da disciplina de Psicologia do Esporte (enfase em análise do comportamento) do prof Geison Isidro, onde conversará com a turma sobre o estado da arte da área no Brasil.

A aula acontecerá no dia 06/03/09, das 11h30 às 12h30 no bloco 09 sala 9110 no UniCEUB.

Depois conto como foi.