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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Texto traduzido prof Dr. John Salmela

Porque Brasil perdeu de 7 a 1 da Alemanha na Copa do mundo-2014: E agora José?

John H. Salmela, Ph.D, sport psychologist, jhsalmela@hotmail.com


A humilhante perda do Brasil resultou em muitas hipóteses da mídia e fãs com pouco

conhecimento de psicologia do esporte. Quando você menciona psicologia e esporte, as

pessoas costumam achar, usando o modelo médico, que os jogadores estão bem, doentes, ou

possivelmente loucos

Treinamento mental (TM) tem sido usado com sucesso no meu país no Canadá, há

mais de 30 anos, e idêntico à ao treinamento físico e tático, também requer anos de prática.

No entanto, o TM lida com a maneira como os atletas pensam e sentem durante as

competições e deve ser ensinado aos jogadores no início da adolescência e treinado ao longo

das suas carreiras. O treinamento físico envolve o desenvolvimento de sistemas aeróbios e

anaeróbios, força física, flexibilidade e agilidade. O TM exige a habilidade dos jogadores de

saber que eles podem controlar as suas habilidades emocionais ou sentimentos e habilidades

cognitivas ou planejamento sobre o que eles querem trazer para o jogo. Eu fiz isso por 15

anos com a equipe masculina de ginástica de base até os Jogos Olímpicos.

Em 1908, Yerkes e Dodson demonstraram que a ativação fisiológica tinha um efeito

previsível sobre o desempenho em qualquer domínio. Basicamente, eles mostraram que,

se um atleta for pouco estimulado, como, por exemplo, quando eles acabam de acordar ou

superexcitados por uma intensa atividade física, seu desempenho é afetado negativamente.

Por isso, é essencial que a ativação fisiológica seja elevada para um nível ótimo, como

demonstrado por um curva em U invertida. Esta curva mostra uma pequena inclinação, onde

a base representa níveis baixos de desempenho e quando os atletas estão super excitados

no final da curva, eles também apresentam um desempenho ruim. Assim, o topo da curva

representa o nível ideal de ativação para um máximo desempenho.

Em 1990, Lew Hardy, mostrou uma modificação significativa desse modelo: a teoria

catastrófica. Esta adicionou ao modelo fisiológico acima, a dimensão da cognição. Ele

mostrou que, quando a ativação fisiológica era elevada, juntamente com alto níveis cognitivos

de preocupação ou medo, o aumento suave da subida da curva já não era adequado,

acontecendo uma descida brusca com desempenho catastroficamente reduzido!

Então, o que aconteceu contra a Alemanha? Jogando no Brasil na frente de 60.000

espectadores, as expectativas elevadas certamente causaram elevados níveis de ansiedade,

preocupação e medo de perder. No início do jogo, os jogadores correram mais rápido do que

jamais tinha. Assim, as suas respostas fisiológicas atingiram o máximo, e associado com

altos níveis de estresse, BOOM! Eles desabaram e caíram no fundo da curva, como o modelo

catastrófico preveria.

O que poderia ter sido feito de forma diferente? Tal como em muitos outros jogos

da COPA, os efeitos da falta de TM de ambos jogadores e treinadores foi evidente com os

brasileiros. O início rápido e intenso transformou a ansiedade cognitiva e fisiológica em

altos níveis de estresse. Foi durante esses momentos que eles cometeram a maioria dos erros.

Um treinador com conhecimento de TM teria orientado que, após terem posse da bola, os

jogadores deveriam trocar passes entre os zagueiros e o goleiro por pelo menos um minuto,

para acalmarem e, só depois, passarem para o ataque!

Infelizmente, no Brasil, a maioria dos treinadores desconhecem o TM, talvez por se

sentirem ameaçados por experts em TM. Assim, eles chamam os psicólogos do esporte para

atuar como band-aids e descobrir porque o time chorou após uma vitória e outros assuntos

triviais, em vez de incorporá-lo na equipe para trabalhar com os jogadores de base para

treinar ensiná-los desde cedo as habilidades mentais, e depois avançar com eles para grandes

competições.

No Canadá, existem programas de educação de treinadores patrocinados pelo governo,

sendo que um treinador de nível internacional não pode representar o país, sem ter um nível

5 de certificação. Não seria o momento de lutar contra a prática de nepotismo da CBF e em

vez de trocar um treinador por outro ou indicar ex-jogadores famosos e velhos com pouco

conhecimento dos processos de treinamento, para pessoas com conhecimento na área de

ciências do esporte? Os jovens treinadores europeus, como Löw da Alemanha, Guardioli

do Bayern de Munique e Mourinho do Chelsea, têm mostrado o caminho para o sucesso do

treinador de futebol do século 21 no Brasil.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Cristiano Ronaldo - Testado ao limite

Excelente documentário produzido por uma rede de tv Britânica sobre o Cristiano Ronaldo.

Esta versão esta em português de Portugal.




sexta-feira, 9 de março de 2012

Reportagem Mulheres e Psicologia do Esporte


Muito boa a reportagem feita pelo site do SP35 (ligado ao São Paulo Futebol Clube) para o Dia Internacional das Mulheres onde a Dra Kátia Rúbio foi protagonista. A reportagem foi feliz em conduzir os leitores pelos caminhos que a Psciologia do Esporte tomou na estória pessoal da entrevistada. É interessante saber o trabalho que é feito pelo SPFC nas suas categorias de base. Ao meu ver, um ponto crucial da matéria illustra como uma equipe multidisciplinar formada por psicólogas (os) do esporte, pedagoga e assistente social busca de uma forma integral trabalhar jovens com potenciais de se tornarem atletas profissionais mas que provavelmente  após seus 40 anos serão "apenas" profissionais vinculados ou não ao esporte.

Confira a matéria em sua totalidade.

Mesmo um pouco atrasado.
Parabéns a todas a mulheres pelo seu dia!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Renato Gaúcho seca Inter

Em 2006, senti algo estranho ao ouvir o Renato Gaúcho dizer que não queria que o Internacional de Porto Alegre fosse campeão do Título Mundial Interclubes. Vários gaúchos, todos colorados, acharam que ele não era brasileiro e que por ter sido o goleador do título interclubes gremista, ele estava com inveja do Inter.
Pois bem, no Bom dia Brasil da Rede Globo passou mais uma reportagem com o Renato em que ele dizia que iria secar o Inter no jogo contra o Chivas, mas dessa vez não achei nada de errado. Na verdade fiquei até feliz em ouvir isso. Há alguns anos atrás, observava meio incrédulo o que acontecia no futebol brasileiro, um jogador beijava as quatro camisas dos clubes cariocas, técnicos rasgavam elogios ao "Clube do Treze", essa é a melhor torcida do Brasil, esta outra é a maior, esta a mais colorida... Os chamados mercenários se proliferavam incentivados pelos próprios dirigentes que "convidavam" seus algozes com a desculpa de fortalecer o clube.
Mas peraí, Quem ou O que é o Clube?!?!

No início do século passado, as partidas serviam para verificar qual clube era o melhor. Clubes formados por associados que formavam seus times. Como associados le-se,  pessoas que pagam  uma taxa para fazer parte de uma agremiação esportiva por acreditar que esta representa sua categoria ou valores que estes compartilham. Naquele tempo os atletas vestiam as cores do clube que escolheram fazer parte, havia identificação com a camisa.
Os anos se passaram e futebo virou negócio. Vieram os mercenários, acompanhamos times inteiros que apenas usavam as cores do clube mas não possuiam nenhuma identificação com aquele grupo de pessoas.
Mas parece que agora há uma luz no fim do túnel, nas últimas temporadas os dirigentes começam a entender que é preciso mais do que craques, é preciso pessoas que representem ou pelo menos compartilhem os valores dos clubes. Talvez esta seja a razão da repatriação de ex-jogadores estar na moda. Afinal, dentre um universo de atletas tão vasto o que explicaria o Inter contratar novamente o Rafael Sobis, Tinga e Renan, o São Paulo contratar o Ricardo Oliveira entre tantos jogadores?
Nunca me imaginei dizendo isso, mas precisamos de mais Renatos Gaúcho. Pessoas que vivam o futebol com paixão pelo clube de coração. Só assim nós torcedores nos sentiremos representados integralmente pelos profissionais que vestem nossas cores.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Juízes de Futebol e Psicologia do Esporte

Durante a Copa da África achei esta reportagem do terra que dizia como os árbitros estavam se preparando para superar o incômodo barulho das vuvuzelas. 
De acordo com a materia foram realizadas simulações na universidade Odendaal, em Pretória. No teste, eram realizadas jogadas de ataques contra defesa, além de diversas situações de jogo. Um alto falante foi colocado no campo, produzindo som em alto volume. Dessa forma os juízes ficariam familiarizados com o barulho "irritante" das mesmas.
Agora não lembro a fonte, mas os soviéticos já utilizavam estratégia semelhante para treinar a temida seleção de volêi de décadas passadas, ao invés de auto falantes que reproduziam os sons da tão falada vuvuzela, a antiga URSS utilizava torcedores reais que gritavam todo tipo de "elogios" aos atletas para que eles treinassem seu foco atenção ao que acontece dentro e não fora de quadra.
Lembro também de uma entrevista do então Ministro dos Esportes da Rússia quando o mesmo dizia que na época da URSS era mais fácil criar Grandes Atletas, que a democracia dificultava o processo. Hoje em dia deve ser bastante difícil achar 6 ou 7 mil torcedores dispostos a gritar para treinar os atletas. Que venham os alto falantes.
Outra matéria que recebí é da Dra. Marta Magalhães de Sousa, que trabalha desde 2004 com árbitros brasileiros. Vale a pena dar uma olhada na entrevista do site apitonacional.com.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Caso do goleiro Bruno

Nos últimos dias, vimos diversos psicólogos aparecendo na imprensa falando sobre o caso do goleiro Bruno, do Flamengo. Alguns se posicionando profissionalmente, mas outros, infelizmente, ferindo nosso código de ética e dando declarações absurdas, diagnosticando o goleiro sem conhecê-lo.
O Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro está divulgando uma carta de esclarecimento aos psicólogos com relação à sua participação na mídia, lembrando que existem regras a serem seguidas, que visam prioritariamente a credibilidade da nossa profissão e a preservação das pessoas que são vítimas desses falsos diagnósticos.
Aos psicólogos, sugiro que leiam, reflitam sobre sua prática e repassem a quem acharem de direito.
Aos que nao são psicólogos, que leiam também, para que fique esclarecido qual é o nosso papel e que o Conselho de Psicologia está atento ao bom cumprimento de nossa profissão.
A carta está logo abaixo e também disponível no site do crp: www.crprj.org.br.

AOS PSICÓLOGOS DO RIO DE JANEIRO,
O Conselho Regional de Psicologia da 5ª Região torna público seu posicionamento a respeito da ampla divulgação na imprensa de supostos psicodiagnósticos impingidos ao goleiro do Clube de Regatas Flamengo, Bruno, por parte de psicólogos. Nossas colocações estão norteadas pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo - CEPP - (Resolução CFP nº 010/05), documento de caráter nacional que normatiza a atuação dos psicólogos.
Em seu Artigo 1º, que versa sobre os deveres fundamentais dos psicólogos, este documento diz “b) Assumir responsabilidades profissionais somente por atividades para as quais esteja capacitado pessoal, teórica e tecnicamente”. Entendemos que somente a partir de um trabalho de atendimento e/ ou acompanhamento minimamente sistemático, pode-se apontar hipóteses diagnósticas tecnicamente balizadas e que tal trabalho se dá em um processo onde interagem ambos analisador e analisado.
Sabendo que nenhum dos psicólogos que vêm tendo declarações publicadas atendeu ou acompanhou o caso em questão, afirmamos que tais afirmações não têm a consistência teórica fundamental de que necessitam para ser eticamente comprometidas e tecnicamente válidas.
Destacamos, ainda, as alíneas f e g do mesmo artigo, que versam, respectivamente: “Fornecer, a quem de direito, na prestação de serviços psicológicos, informações concernentes ao trabalho a ser realizado e ao seu objetivo profissional”; e, “Informar, a quem de direito, os resultados decorrentes da prestação de serviços psicológicos, transmitindo somente o que for necessário para a tomada de decisões que afetem o usuário ou beneficiário”. Problematizamos, dessa forma, a ampla divulgação de suposto diagnóstico de psicopatia, cuja demanda se deu a partir de uma comoção pública e não a partir do próprio sujeito em questão e/ou de órgãos competentes, como a Justiça. Ressaltamos que, quando é este último o caso, há o compromisso estrito de sigilo profissional que envolve qualquer declaração. A este respeito os artigos 9º e 10 do CEPP são categóricos:
“Art. 9º – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a que tenha acesso no exercício profissional.
Art. 10 – Nas situações em que se configure conflito entre as exigências decorrentes do disposto no Art. 9º e as afirmações dos princípios fundamentais deste Código, excetuando-se os casos previstos em lei, o psicólogo poderá decidir pela quebra de sigilo, baseando sua decisão na busca do menor prejuízo.
Parágrafo único – Em caso de quebra do sigilo previsto no caput deste artigo, o psicólogo deverá restringir-se a prestar as informações estritamente necessárias”.
Especificamente a respeito de divulgação em meios de comunicação, o documento que dispõe sobre as práticas da categoria é claro e contundente:
“Art. 2º – Ao psicólogo é vedado: q) Realizar diagnósticos, divulgar procedimentos ou apresentar resultados de serviços psicológicos em meios de comunicação, de forma a expor pessoas, grupos ou organizações.”
“Art. 19 – O psicólogo, ao participar de atividade em veículos de comunicação, zelará para que as informações prestadas disseminem o conhecimento a respeito das atribuições, da base científica e do papel social da profissão”.
Visamos com esse pronunciamento orientar a categoria a respeito da importância e seriedade do compromisso com práticas eticamente comprometidas e que não firam os direitos de todos os envolvidos neste caso de grande apelo popular, assim como em quaisquer outros.
Salientamos que tanto nós, Conselho Regional de Psicologia, quanto todos os profissionais psicólogos no exercício de sua profissão devemos contribuir para o fortalecimento e ampliação do significado social da profissão, zelando pela construção da Psicologia enquanto ciência e profissão comprometida com a garantia dos Direitos Humanos. Finalizamos esse comunicado ressaltando a obrigação de todo profissional psicólogo de conhecer, divulgar e cumprir e fazer cumprir o Código de Ética Profissional do Psicólogo (Artigo 1º, alínea a, do CEPP).

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mano Menezes defende trabalho psicológico

Antes de começar o assunto, apenas uma observação. 
Não sei se quem segue o Blog percebeu, mas as postagens diminuiram durante a Copa da África... achei que seria de pouca valia repetir o que as centenas de comentaristas diziam durante as dezenas de horas de programação diárias dedicadas a competição.

Que a Seleção Brasileira poderia ter se beneficiado do trabalho de um psicólogo do esporte isso é claro. A boa notícia é que Mano Menezes está disposto a desenvolver uma equipe multidisciplinar que conte com o auxílio de um colega da Psicologia do Esporte.

Estes são algumas falas retiradas dos sites UOL e Globo.com.

"Um dos pontos que chamou a atenção da CBF na eliminação da Seleção na última Copa do Mundo foi o descontrole emocional dos jogadores após o Brasil sofrer a virada da Holanda, nas quartas de final. A instabilidade de alguns jogadores ficou clara. Felipe Melo perdeu a cabeça, agrediu um adversário e foi expulso. Michel Bastos precisou ser substituído para não pelo mesmo caminho. O capitão Lúcio esqueceu a marcação e virou praticamente um atacante. Por isso, no organograma da nova comissão técnica, que vai ser comandada por Mano Menezes, existe a figura de um psicólogo. Um profissional que não chegou a trabalhar na seleção durante a Era Dunga."

Bom começo Mano.

Achei também este vídeo em que Mano "motiva" os internautas a jogarem bola.


segunda-feira, 19 de julho de 2010

Lionel Messi

Recebi este texto por e-mail. Achei legal compartilhar.
Ahhh, não estranhem o português lusitano! Na verdade fica até mais divertido.

Uma lição de vida... Lionel Messi.  
Nem Cruijff nem Ronaldinho. E nem Maradona. Para os adeptos do Barça a oitava maravilha é Messi.
Eis uma história, uma lição de vida, que encanta Camp Nou.


Messi: Génio do drible fintou o destino


É uma desforra bem pessoal, a história do menino austista aos 8 anos, anão aos 13, que via o mundo a 1,10 metros do solo. É esse mesmo, Lionel Messi, que botou corpo à base de tratamentos hormonais e que, 59 centímetros depois, encanta o mundo do futebol, naquele jeito singularíssimo de conduzir a bola colada ao genial pé esquerdo, como se o couro redondo fosse um mano siamês, uma mera extensão corporal, um órgão vital, inseparável. E Barcelona rende-se ao talento de "La Pulga". E os adversários caem aos pés de um talento puro e raro.
E por muito talento que tivesse para jogar à bola, estaria o rapaz consciente do destino glorioso que lhe estava reservado?
O miúdo de 16 anos que vestiu pela primeira vez a camisola da equipa principal do Barcelona num jogo com o F. C. Porto, a 16 de Novembro de 2003, na inauguração do Estádio do Dragão, o Lionel Messi que agora caminha sobre a água, é ainda o mesmo menino que sobrevoou o Atlântico, em 2000, para se curar de uma patologia hormonal. Lá na Argentina, na Rosário natal, os prognósticos médicos eram arrasadores: sem tratamento eficaz contra o nanismo, Lionel chegaria à idade adulta com 1,50 metros, no máximo.
Os diagnósticos alarmaram os Messi. E o custo dos curativos também: mil euros mensais, ou seja, quatro meses de rendimentos da família de La Heras, um bairro pobre de Rosário. Mas o pai de Lionel não se resignou. Sabia que o filho, pequeno no corpo, era gigante no talento. E não aceitou a fatalidade. Nessa altura, o prodígio de dez anos despontava no Newells Boys, fintando meninos com o dobro do tamanho e marcando golos atrás de golos. O pai sugeriu ao clube que pagasse os tratamentos de Lionel. A resposta foi negativa. E o mesmo sucedeu quando os Messi foram bater à porta do grande River Plate.
Na adversidade, a família Messi teve mais força, com a ajuda de uma tia de Lionel, emigrada na Catalunha. E foi assim, em 2000, ainda antes de completar 13 anos, que Lionel e os pais viajaram até Lérida. Dias depois, o pequeno prodígio foi fazer testes ao Barcelona... E com a bola quase a dar-lhe pelos joelhos, aquela habilidade enorme logo maravilhou os treinadores do Barça.
Carles Rexach, director do centro de formação do Barcelona, ficou maravilhado com o prodigiozinho argentino. Ao cabo de dois treinos, não hesitou e logo tratou de arranjar contrato. E ficou espantado com a proposta do pai do craque: o Barça só tinha de lhe pagar os tratamentos que os médicos argentinos sugeriam. Foi dito e feito.
Durante 42 meses, Lionel levou, todos os dias, injecções de somatropina, hormona de crescimento inscrita na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem e só autorizada para fins terapêuticos. Em 2003, a milagrosa hormona fizera de Lionel o que ele é hoje, um rapagão de... 1,69 metros!
No Verão de 2004, acabadinho de fazer 17 anos, e já com contrato profissional, entrou para a equipa B do Barça. Mas fez só cinco jogos, porque aquele enorme talento não cabia no "Miniestadi". Reclamava palcos maiores. E rapidamente começou a jogar no Camp Nou, na equipa principal. A 16 de Outubro de 2004, o prodígio fez a grande estreia na liga espanhola, num dérbi com o Espanhol. A 1 de Maio de 2005 entrou para a história do Barça: marcou ao Albacete e tornou-se no mais jovem jogador a marcar um golo pelo Barcelona. Aos 17 anos, dez meses e sete dias, começou a lenda.
Cinco anos depois, Messi teve a consagração absoluta. Foi eleito Melhor Jogador do Mundo de 2009, após uma época de sonho, concluída com um feito inédito do Barça "de las seis copas": campeão de Espanha, da Taça do Rei, da Supertaça Espanhola, da Supertça Europeia, da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes. Ufff!!!
O craque que o Barça contratou pelo custo da terapia de crescimento é, hoje, a maior jóia do futebol mundial, segurada por uma cláusula de rescisão de... 250 milhões de euros!!! E é, também, o mais bem pago de todos: o menino pobre do bairro de la Heras é, agora, multimilionário, vencendo qualquer coisa como... 33 milhões de euros anuais em salários e publicidade. Nem em contos...
Lionel Andrés Messi (mais informações aqui)
22 anos (24/06/1987)
Nacionalidade: Argentina
Palmarés: campeão espanha (2005, 2006, 2009), taça do rei (2009); supertaça espanha (2005, 2006, 2009); liga dos campeões (2006, 2009); supertaça europeia (2009); mundial de clubes (2009).
"GRANDE LIÇÃO DO PAI QUE NÃO DESISTIU DO SONHO: CURAR O FILHO."
Não se focalizou no problema mas sim na solução.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Futebol como metáfora

"It's a goal" é um programa de auto desenvolvimento direcionado a jovens-adultos que estejam "sendo deixados no banco" pela vida. 
Na minha primeira postagem falo sobre como nasceu a idéia do blog. Lá também comento  que lendo o livro "Leading with the heart " do famoso técnico de basquetebol universitário Mike Krzyzewski, as idéias passadas transcendiam o esporte, isto é, o esporte era um instrumento de construção de valores morais.
It's a goal fala do esporte como metáfora adaptada para atender pessoas entre 16-35 anos que sofram ou tenham sofrido depressão, mas inclui também aqueles que têm pouca confiança, uma baixa opinião de si mesmos ou com dificuldades em comunicação e habilidades sociais.
A idéia é fantástica, eles contam com um programa de 11 encontros (partidas semanais) onde toda a comunicação é relacionada ao futebol. Desde o local que é ambientado o programa, afinal são utilizados instalações de clubes ingleses (entre eles o Manchester United), até os jogadores (como são chamados os participantes). 
Um dado que chama atenção é a taxa de 80% de participantes que concluem o programa, bem acima da média encontrada no Reino Unido se levado em conta o público do mesmo.



Conheça mais acessando o site oficial.

sábado, 3 de julho de 2010

A Copa e os Treinadores

Belo Horizonte, 02 de julho de 2010

Caros,

Eu trabalho na área de psicologia do esporte por 38 anos no Canadá, Austrália, e agora no Brasil e eu acredito saber porque o Brasil perdeu para Holanda nas quartas de finais da Copa 2010: experiências e estilos de treinamento, empatia com os jogadores e o estado de humor de Dunga e dos jogadores brasileiros no segundo tempo do jogo de hoje.
Obviamente, comparações podem ser feitas entre os dois treinadores da América do Sul: Dunga e Maradona. Nenhum deles tem experiência em treinamento de atletas, treinamento acadêmico em Educação Física ou em ciências do treinamento, o que é comum nos países da América do Norte e Oeste Europeu.
Eles obviamente não tiveram treinamento técnico em futebol e precisam contar com suas experiências como jogadores e com seus treinadores auxiliares que tem essa experiência.
Da minha perspectiva trabalhando com times nacionais canadenses, os melhores resultados acontecem quando o treinador é academicamente treinado e aprendeu a adotar perspectivas positivas, tem preocupação, amor e respeito com seus jogadores, tem liberdade para escalar os jogadores mais jovens em competições de nível internacional e gosta de rir, abraçar e parabenizar seus jogadores, fatores que tem contribuído para o sucesso de Maradona. Eu escrevi isso antes do jogo da Argentina e Alemanha, mas depois da derrota do Brasil pela Holanda.
O mais óbvio para mim aconteceu no intervalo da partida, quando o Brasil liderava por 1 a 0. Durante o jogo e grande parte dos video clips, pudemos ver cenas de Dunga bravo, e dando socos no banco e no ar, apesar de estar ganhando de um oponente!
Na literatura de psicologia do esporte, existem indivíduos que demonstram um comportamento “tipo A”, caracterizado por um senso forte de urgência, um nível de competição excessivo e um enorme senso de hostilidade. O mais preocupante é que isso tudo aconteceu quando Brasil estava ganhando!
Na minha opinião, Dunga demonstrou seu senso de urgência, competitividade e hostilidade aos seus jogadores no vestiário durante o intervalo. Isso pode ter afetado o “humor positivo” dos jogadores e possivelmente comprometeu os seus espíritos positivos e níveis de habilidade pelo seu estado psicológico negativo durante um primeiro tempo brilhante. Isso pode ter acontecido por meio de atitudes críticas, sarcásticas e feedback inapropriado para esses jogadores multimilionários que estavam representando o Brasil.
Na língua inglesa, existe a seguinte expressão antiga: “Se você não consegue desempenhar, então ensine”. No caso de Dunga, seria mais apropriado dizer: “Se você não sabe ensinar ou treinar, deixe o cargo para alguém que saiba”. Como residente permanente no Brasil, meu coração compartilha com a organização antiquada do processo de tomada de decisão, governabilidade e controle de ambos treinadores e jogadores, mas minha razão está com Maradona, igualmente antiquado, mas que tem demonstrado um estilo positivo e humanístico de treinamento e de desenvolvimento do seu time.

John H. Salmela, Ph.D.
Professor titular, University of Ottawa, Canada

terça-feira, 15 de junho de 2010

Jogo: Brasil X Coreia

Outra propaganda da Nike com o tema escreva o futuro...



Reparem na propaganda, é o jogo contra a Coreia, nós estamos de amarelo e eles de vermelho, é um estádio com a marca da Nike pra todo lado. O jogo está empatado em 1X1, o relógio marca 44 minutos e 19 segundos do segundo tempo. O Robinho faz uma bela jogada que é finalizada no grito de gol!!!!!

Agora o que realmente aconteceu. Estamos de amarelo e eles de vermelho, o estádio está com a marca da Adidas pra todo lado, o jogo está 2X0, embora o Robinho faça belas jogadas quem acaba marcando no finalzinho é a Coreia.

Entre os méritos da Nike estão acertar que a Coreia faria 1 gol no Brasil e que o Brasil sofreria para vencer por 2X1. Tá melhor que as previsões feitas pela Globo... Legal também o Ganso e o Neymar dançando em casa.

domingo, 13 de junho de 2010

Copa da África e "O perigo de uma única história"

Um dos legados mais importantes de um megaevento, em minha opinião, é ter a cultura destrinchada por centenas de jornalistas de todo o mundo. Muito mais do que as maquiagens que possam ser feitas nas cidades e/ou países que recebem estes eventos, mostrar ao mundo a diversidade presente nas nações pode dar uma nova perspectiva sobre estas localidades ao bilhões de espectadores espalhados pelo mundo.

O vídeo abaixo mostra justamente o que pode ocorrer ao ignorarmos estes outros pontos de vista, ou nas palavras da oradora ignorarmos "outras histórias". A África que vai além da fome e da miséria está sendo mostrada em horários nobre. Espero que o esporte seja mais uma vez um veículo de transmissão de valores universais que demonstrem ao mundo que aquele continente não precisa só de "pena", mas sim ser conhecido em sua diversidade. GO AFRICANS!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Suzy Fleury em Brasília

A Psicóloga do Esporte e Coach Suzy Fleury esteve dia 25 em Brasília, infelizmente não pude divulgar por ser um evento fechado. Mas tive a oportunidade de participar da palestra "Em busca do próximo Gol", onde ela pode compartilhar as experiências que teve ao participar da Comissão Técnica da Seleção Brasileira nos anos em que a mesma foi comandada pelo Wanderley Luxemburgo. O foco foi o mundo dos negócios, portanto o esporte serviu como metáfora para apresentar as habilidades necessárias para um executivo alcançar o sucesso.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Nike - Write the Future

Vídeo fantástico...
Uma das habilidades fundamentais para um atleta de alto nível é a capacidade de manter o foco na ação imediata, do contrário a pressão de "não poder errar", ou "o país inteiro depende de você", pode ser extremamente danosa não apenas para o rendimento esportivo mas para a saúde mental deste atleta.
Claro que na propaganda o tema é representado com um caracter épico, onde perder uma bola modifica o destino de uma pessoa, impactando a sociedade que o rodeia. Mas se forçarmos nossa memória virá a tona a estória de Escobar, jogador de futebol colombiano, supostamente assassinado por ter feito um gol contra que ajudou a equipe americana a eliminar a Colômbia da copa.
Fica a reflexão de como é importante não só a preparação psicológica destas pessoas que representam os sonhos e anseios de milhões de pessoas. Mas quem sabe até blindar os mesmos de fatos e manchetes que possam elevar os níveis de tensão. Parafraseando o Prof. Dr. Mauricio Neubern, viver no passado é uma "receita" para desenvolver comportamentos depressivos, enquanto viver no futuro é a "receita" para desenvolver comportamentos fóbicos. A última coisa que eu, como psicólogo e torcedor, desejo de nossos jogadores é que pensem demais nos seus erros durante uma partida. Avaliar a repercussão de um erro é válida, mas deixar de ousar, tentar ou levar isso pra fora das quatro linhas pode ser trágico.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Homenagem aos 50 anos da participação de João Carvalhaes

Como estamos a quase 50 dias da Copa do mundo da África do Sul e Brasília acabou de fazer 50 anos de idade resolvi postar o vídeo produzido pelo CRP - SP em comemoração aos 50 anos da participação do Psicólogo João Carvalhaes na conquista do primeiro título mundial pelo Brasil.
Esta é uma homenagem histórica e mais do que merecida a este pioneiro da Psicologia do Esporte Brasileira. Desejo que mais pessoas possam assistir este vídeo e ter contato com a história de nossa área.







segunda-feira, 29 de março de 2010

Vídeos Psicologia do Esporte em Espanhol

Estes vídeos foram postados pelo Marcelo Roffé, psicólogo argentino que já trabalhou com as seleções de base dos Hermanos. A primeira vez que o encontrei foi em 2005, durante o Congresso Sul-Americano de Psicologia do Esporte no Uruguay. Lá comprei o livro "Alto Rendimiento: Psicologia e Deporte" editado pelo próprio Roffé juntamente com o Francisco Ucha. Um capítulo que gostei falava da experiência com o técnico José Pekerman (então na sub-20 argentina) que colocava pressão absoluta nos primeiros minutos da partida, liquidando com as mesmas logo no início. A estratégia baseava-se na idéia de que os jogadores entram em campo ainda sem estarem 100% focados e o time deveria aproveitar estes momentos de desconcentração para dominar a partida. Não me recordo a data, mas lembro de quando o Pekerman assumiu a seleção principal da Argentina de um jogo onde ele utilizou a mesma estratégia... pensei, "deveriam ter lido o livro do Roffé".








Gostei no vídeo quando o psicólogo do Sevilla diz que em seu clube eles evitam utilizar a "sorte", pois se a crença de que o jogo pode ser definido na sorte, perde-se o fator trabalho, e é justamente onde o foco deve estar. Tirando o foco dos comportamentos supersticiosos.

domingo, 14 de março de 2010

Regina Brandão no Juca Entrevista

Procurando alguns vídeos sobre Psicologia do Esporte, achei este da Profa Dra Regina Brandão no Juca Entrevista.
Gostei quando ela comenta que para conhecer o atleta profundamente deve-se conhecer a modalidade e as demandas psicológicas destas habilidades.





quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Gol de Placa de Tostão

Desculpem se estiver chovendo no molhado, afinal esta notícia é de 11.10.2009. Mas acredito ser muito pertinente... Como recebi por e-mail e fui verificar a veracidade do fato, após verificado resolvi postar. Vale a reflexão.



Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.
Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.
O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época.
O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.
É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.
A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.
Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.
Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.
Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.
Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.
TOSTÃO,  ex-jogador de futebol, é comentarista esportivo, escritor e médico.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Barcelona FC

Acabo de assistir o jogo Barcelona X Estudiantes, onde o clube catalão venceu por 2 X 1 na prorrogação. Ao final do segundo tempo, pude observar algo que já havia sido dito pelo Dr. Joaquim Dosil no II Congresso Abrapesp. Em sua palestra, Dosil, utilizou um vídeo onde o  Guardiola (técnico do Barcelona)aparece conversando ajoelhado com seus jogadores antes do início da prorrogação.


Os pontos enfatizados pelo Dosil estavam relacionados a forma de comunicação utilizada pelo técnico. Ele fica no mesmo nível dos jogadores, facilitando a compreensão, mantendo contato visual com todo seu plantel. Guardiola faz parte da roda de conversa, o que difere do técnico argentino que fica em pé e no meio da roda de jogadores, dando as costas a alguns de seus atletas por parte do tempo.
Outro ponto enfatizado foi a manutenção do foco da equipe em fazer o que eles sabem, com paciência, sem dar muitas instruções... A única instrução que ele deu foi para iniciar o jogo jogando pelas laterais para que com a troca de passes os espaços seriam criados.

Achei este outro vídeo que gostei bastante. Aparece o "dia-a-dia" do técnico com sua equipe, a forma como ele participa dos treinos e a proximidade que mantém com seus jogadores. PS: apenas estou constando um vídeo editado do técnico... não posso afirmar que ele é assim todos os dias!!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CBN entrevista Regina Brandão



Como os atletas podem ter controle emocional em uma rodada tão decisiva?

Entrevista com Regina Brandão, psicóloga, especialista em Psicologia do Esporte



Comentário da Regina Brandão sobre a pressão da decisão entre Grêmio e Flamengo.
Tudo bem que foi antes do jogo decisivo, mas vale a pena ver o que vem sendo dito sobre a área.
Ela comenta sobre motivação para o sucesso e para o fracasso. Mencionando que os jogadores com motivação para "fugir" do fracasso tendem a jogar com mais afinco. É utilizado o exemplo do Palmeiras e Botafogo, onde a Regina afirma que o Botafogo entraria com muito mais "garra".

Fala também sobre como o medo pode atrapalhar o desempenho, principalmente se o jogador começar a se preocupar com variáveis fora de seu alcance, como os resultados de outros jogos.