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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Texto traduzido prof Dr. John Salmela

Porque Brasil perdeu de 7 a 1 da Alemanha na Copa do mundo-2014: E agora José?

John H. Salmela, Ph.D, sport psychologist, jhsalmela@hotmail.com


A humilhante perda do Brasil resultou em muitas hipóteses da mídia e fãs com pouco

conhecimento de psicologia do esporte. Quando você menciona psicologia e esporte, as

pessoas costumam achar, usando o modelo médico, que os jogadores estão bem, doentes, ou

possivelmente loucos

Treinamento mental (TM) tem sido usado com sucesso no meu país no Canadá, há

mais de 30 anos, e idêntico à ao treinamento físico e tático, também requer anos de prática.

No entanto, o TM lida com a maneira como os atletas pensam e sentem durante as

competições e deve ser ensinado aos jogadores no início da adolescência e treinado ao longo

das suas carreiras. O treinamento físico envolve o desenvolvimento de sistemas aeróbios e

anaeróbios, força física, flexibilidade e agilidade. O TM exige a habilidade dos jogadores de

saber que eles podem controlar as suas habilidades emocionais ou sentimentos e habilidades

cognitivas ou planejamento sobre o que eles querem trazer para o jogo. Eu fiz isso por 15

anos com a equipe masculina de ginástica de base até os Jogos Olímpicos.

Em 1908, Yerkes e Dodson demonstraram que a ativação fisiológica tinha um efeito

previsível sobre o desempenho em qualquer domínio. Basicamente, eles mostraram que,

se um atleta for pouco estimulado, como, por exemplo, quando eles acabam de acordar ou

superexcitados por uma intensa atividade física, seu desempenho é afetado negativamente.

Por isso, é essencial que a ativação fisiológica seja elevada para um nível ótimo, como

demonstrado por um curva em U invertida. Esta curva mostra uma pequena inclinação, onde

a base representa níveis baixos de desempenho e quando os atletas estão super excitados

no final da curva, eles também apresentam um desempenho ruim. Assim, o topo da curva

representa o nível ideal de ativação para um máximo desempenho.

Em 1990, Lew Hardy, mostrou uma modificação significativa desse modelo: a teoria

catastrófica. Esta adicionou ao modelo fisiológico acima, a dimensão da cognição. Ele

mostrou que, quando a ativação fisiológica era elevada, juntamente com alto níveis cognitivos

de preocupação ou medo, o aumento suave da subida da curva já não era adequado,

acontecendo uma descida brusca com desempenho catastroficamente reduzido!

Então, o que aconteceu contra a Alemanha? Jogando no Brasil na frente de 60.000

espectadores, as expectativas elevadas certamente causaram elevados níveis de ansiedade,

preocupação e medo de perder. No início do jogo, os jogadores correram mais rápido do que

jamais tinha. Assim, as suas respostas fisiológicas atingiram o máximo, e associado com

altos níveis de estresse, BOOM! Eles desabaram e caíram no fundo da curva, como o modelo

catastrófico preveria.

O que poderia ter sido feito de forma diferente? Tal como em muitos outros jogos

da COPA, os efeitos da falta de TM de ambos jogadores e treinadores foi evidente com os

brasileiros. O início rápido e intenso transformou a ansiedade cognitiva e fisiológica em

altos níveis de estresse. Foi durante esses momentos que eles cometeram a maioria dos erros.

Um treinador com conhecimento de TM teria orientado que, após terem posse da bola, os

jogadores deveriam trocar passes entre os zagueiros e o goleiro por pelo menos um minuto,

para acalmarem e, só depois, passarem para o ataque!

Infelizmente, no Brasil, a maioria dos treinadores desconhecem o TM, talvez por se

sentirem ameaçados por experts em TM. Assim, eles chamam os psicólogos do esporte para

atuar como band-aids e descobrir porque o time chorou após uma vitória e outros assuntos

triviais, em vez de incorporá-lo na equipe para trabalhar com os jogadores de base para

treinar ensiná-los desde cedo as habilidades mentais, e depois avançar com eles para grandes

competições.

No Canadá, existem programas de educação de treinadores patrocinados pelo governo,

sendo que um treinador de nível internacional não pode representar o país, sem ter um nível

5 de certificação. Não seria o momento de lutar contra a prática de nepotismo da CBF e em

vez de trocar um treinador por outro ou indicar ex-jogadores famosos e velhos com pouco

conhecimento dos processos de treinamento, para pessoas com conhecimento na área de

ciências do esporte? Os jovens treinadores europeus, como Löw da Alemanha, Guardioli

do Bayern de Munique e Mourinho do Chelsea, têm mostrado o caminho para o sucesso do

treinador de futebol do século 21 no Brasil.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Requisitos para ser membro da CSPA

Acabei de participar de um webinar promovido pela CSPA (Canadian Sport Psychology Association). Cinco dos 10 “Mental Performance Consultants” que participaram dos Jogos de Inverno de Sochi compartilharam as lições que aprenderam com uma audiência de 120 participantes (online). Me chamou atenção a alta qualificação acadêmica de todos os participantes. Isso me motivou a colocar aqui no blog a lista de requisitos para ser um membro da Associação Canadense de Psicologia do Esporte. Gostaria de saber a opinião de mais alguém sobre as exigências da CSPA para ser membro. Participem.

CSPA PROFESSIONAL MEMBERSHIP REQUIREMENTS

Applicant Requirements

CSPA applicants must demonstrate that they have:

  1. a Master's degree in sport psychology or related field;
  2. successfully completed a variety of courses relevant to applied sport psychology and foundational disciplines such as human kinetics or kinesiology, psychology, and counselling;
  3. supervised consulting experience;
  4. and favourable supervisor and client evaluations.

A. EDUCATION

      Applicants must indicate the university degrees they have obtained. In addition they must email one PDF document that contains a copy of all your                     academic transcripts to the Chair of the Review Committee.

B. ACADEMIC COURSE WORK

​     Applicants must have successfully completed academic course work in the following areas:

  1. Professional Ethics and Standards (1 course graduate level)                                                                                                                                              
  2. Sport Psychology (3 courses, 2 at the graduate level)                                                                                                                                                             (e.g., sport psychology, health/exercise psychology, intervention/performance enhancement, mental training)                                                                   
  3. Sport Sciences (2 courses, undergraduate or graduate level)                                                                                                                                                   (e.g., kinesiology, biomechanics, exercise physiology, anatomy, motor learning/control, human movement, sociology of sport, history and philosophy        of sport/physical education, health and physical activity, nutrition and physical activity, principles of coaching, prevention and care of athletic injuries,        exercise and disease prevention)                                                                                                                                                                                            
  4. Counselling (1 course, undergraduate or graduate level)                                                                                                                                                         (e.g., counselling theories and practice, theories of individual counselling, micro-counselling, communication and relationship skills, group                          counselling, social intervention theories and community networking, models of consultation and case management, counselling intervention                      strategies, narrative therapy, family systems therapy, multicultural counselling, pastoral counselling, marital / couple counselling)                                     
  5. Psychology (2 courses, undergraduate or graduate level)                                                                                                                                                         (e.g., comparative psychology, psychopathology, neuropsychology, psychopharmacology, experimental psychology, child development, learning              and conditioning, personality, lifespan psychology, educational psychology, social psychology, psychology of adolescence, perception, cognition,              philosophy of psychology, biological foundations of behaviour, developmental psychology, history and systems of psychology, psychology of death          and dying, interpersonal relationships, learning and human development, psychology of women, cross-cultural psychology, human sexual                        behaviour, psychology of the family, organizational psychology, industrial psychology, psychology of aging, community psychology, clinical                        psychology)                                                                                                                                                                                                                                
  6. Measurement and Evaluation (1 course, undergraduate or graduate level)                                                                                                                         (e.g., research methods, statistics, quantitative or qualitative analysis and methods, analysis of interventions, measurement and evaluation,                      program evaluation, tests and measurement, psychological assessment)                                                                                                                            
  7. Practical Skills or Experiences in Sport or Related Domains (Document how your skills/experiences fulfill the equivalent of a 3-credit course)         (e.g., formal coaching, athletic experiences, sport clinics, coaching certification courses, athlete or coach mentoring) 

          Note.    Each graduate or undergraduate level course fulfills only one requirement and must be the equivalent of one semester course (e.g., 3-credit, 0.5                        FCE). If one course does not fulfill this equivalent, you may include several courses that you have taken that would fulfill it and justify this in the                          additional Information box. If the course title is not indicative of the content, a syllabus or letter from the course instructor detailing the course                              content must be provided. If an independent study is listed, a letter from the supervising faculty member detailing the focus and content of the                            study must be provided. 

C. SUPERVISED PRACTICE

     CSPA applicants must demonstrate that they have completed supervised practice involving a minimum of 400 hours of consulting experience.

  1. Only those hours spent in the preparation, delivery, and evaluation of applied services are eligible for inclusion.
  2. A minimum of 20 hours (5%) must be completed under direct supervision with a CSPA member or a supervisor who has been approved by CSPA Review Committee (recommended ratio of 1/20 - supervision hours to contact hours with clients).
  3. A minimum of 200 hours (50%) must be spent in direct contact with clients.
  4. A maximum of 80 hours (20%) can be allocated for preparation.
  5. A maximum of 120 hours (30%) can be used to incorporate sport psychology consulting in an existing practice (e.g., coaching, physiotherapy, or athletic therapy). 
  6. Internship work should rarely include one-time presentations and rather focus on ongoing work with individuals or teams. 
 
     Eligible Practice Experiences: 
  1. ​ Working directly with an athletic team and/or the coaching staff in an applied sport setting while helping them develop life and sport skills and perspectives including goal-setting, cohesion, commitment, relaxation, activation, concentration, distraction control, self-confidence, imagery, self-talk, communication, and competition planning, etc. 
  2. Implementing sport psychology principles while coaching or treating (e.g., athletic therapist) individual or team sport athletes. 
  3. Serving as a consultant for a youth sport organization and teaching children/adolescents, parents, and/or coaches about healthy competition patterns and moral reasoning. 
  4. Serving as a consultant for a cardiac rehabilitation program and teaching participants ways to increase exercise adherence, stress and time management, various coping skills, and overall life management skills. 
  5. Working with an athlete, dancer, musician, or artist on performance-relevant issues (i.e., performance anxiety, balance, communication, etc.).
  6. While serving as an academic counsellor, conducting formal performance enhancement work with athletes.

     Ineligible Practice Experiences: 
  1. Working in an alcohol rehabilitation center that happens to have athletes as clients. 
  2. Providing marital and family counselling to an athlete and his/her family.
  3. Being part of a general practice or counselling center and treating an athlete for an eating disorder. 
  4. While serving as an academic counsellor, providing only academic support services to athletes.
  5. ​While serving as an athletic trainer, providing only physical rehabilitation services to athletes.

     Logbook of Supervised Practice:
     CSPA applicants should be prepared to demonstrate a log of their supervised practice if additional information is required following the application                      submission. While completing their supervised practice, they should:
         
           A.  Log Activities: Document all the activities conducted with individuals or teams. Briefly describe the content of each meeting, for example, the                          approach or strategies used as well as client responses and feedback.
           B.  Log Hours: Document internship hours for each internship context in which applied work is conducted and summarize these hours in the                                Supervised Practice Grid (Form #2). When recording hours, include preparation time (i.e., developing handouts, assessment forms, and intervention                  activities), work with clients (i.e., on-site, via telephone or e-mail), sport psychology related presentations (i.e., to athletes, coaches, parents),                              applied work or observations at practices, competitions, or other venues, meetings with internship supervisor, and evaluations (i.e., giving/getting                      client feedback).
           C.  Log Lessons Learned: Include self-evaluations, reflections, and lessons learned from each internship intervention.
           D.  Log Client Feedback: In each intervention context, request ongoing verbal and written feedback from clients. Upon completion of work, use the                    Supervisor Appraisal (Form #3) to obtain a personal evaluation of the consulting process, performance, and outcomes. Get feedback from coaches,                  athletes, and parents when applicable.

     CSPA Supervised Practice Grid:
     Applicants must complete the Supervised Practice Grid (Form #2) and provide all requested information. The purpose of this documentation is to verify              the nature, quality, and duration of supervised practice. This form includes:

  1. Name and contact information of supervisor. 
  2. Context (i.e., level and type of sport or activity) in which sport psychology work was done. Example: high school women's swim team; professional male marathon runner; 12-year old figure skater; 50-year old aerobic exerciser in cardiac rehabilitation program.
  3. Total hours spent in the context - Countable hours include hours spent in the preparation, delivery, and evaluation of applied services. 
  4. Hours spent preparing materials for individual clients or groups (maximum of 80 hours out of 400 hours). 
  5. Hours spent working with clients on skills or issues related to sport, exercise, health, or life enhancement. 
  6. Hours spent working with groups on skills or issues related to sport, exercise, health, or life enhancement. 
  7. Skills employed in sport psychology work (e.g., life management, goal setting, team building, coping skills for injury, stress management, etc.). 
  8. Hours of direct supervision – number of hours the supervisor spent directly observing, discussing, or evaluating consultant skills and work in the actual context or on videotape. 
  9. Hours of indirect supervision – number of hours the supervisor spent observing, discussing, or evaluating consultant skills during face-to-face meetings (not during actual consulting) and/or through audio tape review, review of materials, telephone, e-mail, or other forms of technological indirect supervision. 
  10. Comments – any information to further clarify entries.

     Practice Supervisor:
     CSPA applicants must provide the name and contact information of supervisor(s) who supervised their practice work. All supervisors must meet the                    supervision requirements of the CSPA and have (a) a CSPA Professional membership, and (b) a minimum of 5 years of consulting experience in multiple
     sport contexts.  

      If your supervisor does not meet the above criteria he/she must be approved by the CSPA Review Committee. To this end, they must complete and email          the Verification of Supervisor Form (Form #3a), and their CV to the Chair of the Review Committee. The Review Committee will evaluate the supervisor’s          competencies and inform the supervisor if he/she meets CSPA requirements within one month following the submission. It is the CSPA applicant’s                      responsibility to ensure that his/her supervisor has been approved by the CSPA Review Committee.

     Client Appraisal Forms: 
      Applicants must have two clients evaluate their consulting work by completing the Client Appraisal Form (Form #4)and submitting it directly to the Chair of        the Review Committee.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Crer no seu desempenho

Este vídeo foi produzido por Kurt Browning um dos patinadores artíticos mais renomados do Canadá. Além de ser 4 vezes campeão mundial, Kurt foi o primeiro patinador a realizar um salto quadruplo. No vídeo ele fala da importância de compartilhar o peso da competição com alguém (por exemplo um psicólogo do esporte) e de acreditar na qualidade do trabalho realizado antes do evento.
Aproveitem.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Quais as lições do último lugar? DIA 12

Selecionei manchetes de dois dias seguidos. Ambas reportagens retratam o desempenho da equipe brasileira de Bosled feminino nos jogos de Sochi. Na primeira (esquerda), o repórter ironiza a participação das mesmas enfatizando a celebração da penúltima colocação com um ponto de exclamação. No dia seguinte(abaixo), o mesmo site compara o bobsled brasileiro com a patinação de velocidade holandesa.  
Começando com a segunda matéria. Alguns fatos sobre tal comparação. Primeiro, a Holanda é o único país do mundo que possui equipes profissionais de patinação de velocidade. Eles não so venceram o maior número de medalhas em patinação de velocidade em Sochi, como estão batendo todas os recordes de medalhas na modalidade em uma única edição. Normalmente há duas varridas de pódio, isto é, quando atletas de um só país conquistam todas as medalhas. Entretanto nesta edição, já houveram 4 varridas da Holanda apenas na patinação de velocidade de pista longa. Segundo, Sven Kramer, o atleta holandes é 6 vezes campeão mundial, bicampeão olímpico da prova de 5.000 e só perdeu a prova de 10.000 em Vancouver 2010 por causa de um erro do seu treinador que indicou a linha errada. Mas o que isso nos ensina? Bem, metas são pessoais e estabelecidas de acordo com a capacidade de cada um de atingimento. Se você é um dos favoritos a expectativa de vencer é enorme e a frustração de não vencer também.
 
Voltando para a primeira reportagem aqui, pude tirar proveito do que foi dito pelas atletas. Apesar do repórter (e 90% das pessoas que comentaram) desconsiderar(em) a relevância da performance brasileira, as atletas mencionaram duas estratégias consagradas de qualquer treinamento de habilidades psicológicas, o estabelecimento de metas e a retomada de foco. A teoria diz que as metas devem ser focadas em processo e não apenas em resultados. Entretanto caso sejam em resultados, as mesmas tem que ser realistas e atingíveis. Nem todos concordam, mas para o bobsled brasileiro, participar dos jogos olímpicos já é por si só uma conquista. Vamos mais além. Observem o comentário da atleta: 

"A gente está aqui pra competir. Queríamos fazer em menos de 1min00s e conseguimos fazer isso [em cada descida]. Batemos a Coreia, que era uma meta nossa, que a gente queria bater. Fizemos uma descida limpa, boa. Amanhã (quarta) é melhorar esse resultado que a gente fez hoje", afirmou Sally Mayara após a performance do dia.

Diversas metas que foram atingidas. Descida limpa ou sem erros - meta de processo. Descer em menos de 1min - meta que mistura resultado e processo. Finalmente, bater a Coreia, essa sim meta de resultado. O reestabelecimento de foco ficou claro na segunda fala da atleta.

"Com certeza. Nós tivemos um probleminha no último treino. Foco total para hoje, e graças a Deus nós conseguimos fazer um bom push, uma boa descida, e uma somatória de tempos satisfatória. Vamos para amanhã"

Probleminha no último treino?!?! (elas tiveram um acidente em que tombaram o trenó!) Que resposta fantástica! Em uma situação como essas remoer o passado e valorizar o acidente só serveria para aumentar a ansiedade (somática e cognitive) de descer de uma pista de gelo a 120km/hr para competir novamente. Mudança total de foco no que pode presente e controlável. A atleta ainda divide a prova em processos, um bom push + uma boa descida = somatório de tempos satisfatório.

Para finalizar, o bosled é a Formula 1 dos jogos olímpicos de inverno e os trenós, bem como os bólidos da F1, são produtos de anos de pesquisa e muitos dólares de investimento. Portanto, será que alguém que chega tão atrás tem realmente algo a comemorar?!?! Ou aprender?!?! Será que esta pessoa tem futuro no esporte?!

Confira esta matéria curta de 2002 e tire suas próprias conclusões.
 
Webber foge da última fila e comemora
Sábado, 30 Março de 2002, 16h53


São Paulo – O australiano Mark Webber, da Minardi, vibrou após ter escapado de ficar na última fila. Ele conseguiu o 20º posto na sessão de classificação deste sábado deixando o brasileiro Enrique Bernoldi, da Arrows, em penúltimo lugar. “Foi um bom treino e os mecânicos fizeram um grande trabalho. Poderia te ter tirado um pouco mais do carro, mas fiquei feliz com minha melhor volta nesta tarde. Estamos fazendo progresso. Ficamos mais perto dos tempos dos dez primeiros colocados.”

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Esqui estilo livre. DIA 9


Durante a apresentação do atleta canadense de esqui estilo livre (moguls) Mikaël Kingsbury, o comentarista afirmou que Mikaël era tão forte mentalmente que não utilizava um psicólogo do esporte. A princípio achei que esse comentário era ruim para quem trabalha com psicologia do esporte, afinal outros atletas poderiam seguir o exemplo de Mikaël. Mas com um pouco de reflexão percebi a GRANDE diferença entre as realidades brasileira e canadense. Enquanto no Brasil o trabalho do psicólogo é pouco lembrado e muitas vezes ainda é visto como um apagador de incêndios, aqui no Canadá o trabalho é tão reconhecido que o estranho é quando um atleta de alto desempenho não utiliza desse tipo de serviço.

Detalhe: o psicólogo do esporte do time de aerial do Canada é o Wayne Halliwell da postagem do DIA 1.

Esse vídeo conta um pouquinho da estória do Mikaël


O vídeo seguinte é uma entrevistapara a CBC do Alex Billadou (ouro) e Mikaël Kingsbury (prata) onde eles descrevem as descidas. Interessante perceber como Alex revela quais suas palavras-chave antes e depois de iniciar a descida. "Soft and tight." Suave e junto. Isso porque nessa modalidade o esquiador tem que descer suavemente e apresentar pouca movimentação na parte de cima do corpo  e ao mesmo tempo as pernas tem que permanecerem o mais próximas possíveis. O posicionamento das pernas são tão importantes que há cores diferentes nos joelhos para que os juízes possam perceber qualquer variação.


Especialização em Psicologia do Esporte e da Atividade Física

Curso em Psicologia do Esporte e da Atividade Física*

Código: 
4478
Especialização
Objetivos:

- Apresentar aos profissionais interessados na área, temas abrangentes que tem como contexto institucional: clubes e associações esportivas; escolas e academias de ginástica; assessorias esportivas; grupos independentes de práticas esportivas (educacionais, recreativas, entre outros); projetos sociais; bem como hospitais e clínicas de reabilitação.
- Formar profissionais capazes de analisar e produzir conhecimento e práticas interventivas em Psicologia do Esporte e da Atividade Física, a partir de suas especificidades, observando as interfaces com as outras áreas envolvidas.
*Este curso foi credenciado no Conselho Federal de Psicologia em 31 de janeiro de 2003 para Especialização em Psicologia do Esporte, em conformidade com a Resolução CFP 013/07.
Obs: O curso possibilita a concessão do Título de Especialista (CFP) na área somente aos Psicólogos que completarem os 02 anos de curso.
Corpo docente:

Luciana Ferreira Angelo, Marina Penteado Gusson, Marisa Markunas, José Aníbal de Azevedo Marques, Simone Meyer Sanches e professores convidados.
Conteúdo Programático:

 - Introdução à Psicologia do Esporte e da Atividade Física;
 - História da Educação Física e do Esporte;
 - Psicologia do Esporte e Educação Física Escolar;
 - Princípios do Treinamento Esportivo em Longo Prazo;
 - Psicologia do Esporte em Projetos Sociais;
 - Psicopatologias, reabilitação e transtornos emocionais no esporte;
 - Teoria e dinâmica de grupos esportivos;
 - Estratégias de preparação e treinamento mental para o atleta;
 - Psicodiagnóstico e medidas de avaliação em Psicologia do Esporte;
 - Metodologia científica aplicada à Psicologia do Esporte;
 - Ética do contexto esportivo;
 - Psicologia da Reabilitação em Populações Especiais;
 - Psicofisiologia;
 - Psicologia do Esporte nas práticas de tempo livre;
 - Estratégias de intervenção em Psicologia do Esporte.
Destinado a:

Psicólogos, educadores físicos, técnicos esportivos, fisioterapeutas, nutricionistas, médicos e demais profissionais da área esportiva com formação universitária.

Duração / Horário



Duração:

Atualização - certificado em  “Atualização em Psicologia do Esporte e da Atividade Física”- 01 ano (2014) – Aulas quinzenais divididas em 02 módulos. Total de 229h, divididas em 162h/aula, 27h/supervisão e 40h de visita às instituições parceiras.
Especialização - certificado em  “Especialização em Psicologia do Esporte e da Atividade Física”– 02 anos (2014 e 2015) - O curso será constituído pelo primeiro ano nos moldes descritos acima (juntamente com a turma de Atualização). No segundo ano, as disciplinas serão divididas em 02 módulos de caráter prático, com a inclusão das horas de Atividade Prática Profissional, Supervisão destas atividades, Orientação de Monografia e Seminário de apresentação das monografias. Carga horária total de 519 h, divididas em 399 horas teóricas (306h/aula, 54h/supervisão, 27h/orientação de monografia e 12h de Seminário) e 120h de Atividade Prática Profissional.
Horário:

Atualização – 01 ano (2014) As aulas serão quinzenais de março a dezembro (com algumas exceções em decorrência de feriados) e com recesso no período da Copa do Mundo. Horário: sextas-feiras das 18h00 às 22h00 e sábados das 08h00 às 13h00.  Haverá também carga horária prática para visita a instituições (40h) e Supervisões (27h).
Especialização – 02 anos (2014 e 2015) Primeiro ano, conforme descrito acima. No segundo ano, as aulas serão quinzenais de janeiro a novembro (com algumas exceções em decorrência de feriados) e com recesso no mês de julho. Horário: sextas-feiras das 18h00 às 22h00 e sábados das 08h00 às 13h00. Inclusão de carga horária para as Atividades Práticas Profissionais (no mínimo 80h), Orientação de monografia (27h), Supervisão (27h) e Seminário de apresentação das Monografias (12h).
As Supervisões acontecerão uma vez ao mês com 3 horas de duração a partir de Abril de 2014 até dezembro de 2014; e com 2h por mês de fevereiro a novembro de 2015 (exceto nos meses de recesso). E a Orientação de Monografia será de 3h, uma vez ao mês, a partir de fevereiro a outubro de 2015.

Informações para Inscrições


Nº vagas: 36 (trinta e seis).
Inscrição até: 21 de fevereiro de 2014.
Processo seletivo para inscritos até o dia 31/01/2014: Será dividida nas seguintes fases: Análise do CV, Dinâmica de Grupo e Redação (03/02/2014), Entrevista Individual (04 e 05/02/2014). Todas as fases serão eliminatórias.
Processo seletivo para inscritos a partir do dia 01/02/2014dias 24 e 25 de fevereiro, segunda e terça, da seguinte forma: 24/02 - 18:00 - dinâmica de grupo e redação. Nesse momento, será agendado entre professores e o candidato uma entrevista individual que poderá ocorrer após a dinâmica no próprio dia 24, ou no dia 25, a partir das 08:00.
Publicação dos resultados para inscritos até o dia 31/01/2014: 14 de fevereiro de 2014, às 14h00.
Publicação dos resultados para inscritos a partir do dia 01/02/2014: 28 de fevereiro de 2014, às 14h00.
Início do ano letivo: 14 de março de 2014.
Anuidade de 2014: matrícula - R$ 650,00 mais 10 parcelas de R$ 650,00.
Inscrição: 80,00 (oitenta reais)
Documentos necessários e outras informações para inscrição, clique aqui...

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Atletas e a dor. DIA 4

Video sobre a dor no esporte as "explicações" mais estudas pela ciência.

Shani Davis. DIA 5


Em dezembro uma reporter entrevistou Shani Davis atleta americano da patinação de velocidade. Na época ele poderia se tornar o recordista americano com 3 medalhas em 3 edições consecutivas dos jogos. Ao perguntar sobre o peso que isso teria durante as Olimpiadas ele respondeu: "Eu não permito que isso pese em mim. Eu simplesmente irei lá e farei o meu melhor. Se eu for o melhor naquele dia, eu ficareibem feliz em trazer uma medalha para minha casa e adicionar a minha coleção. Eu tentar o meu melhor e isso é o melhor que eu posso fazer." 
Resposta fantastica!
Do ponto de vista da psicologia do esporte, inúmeros estudos mostram a importância de metas que foquem o processo e não o resultado.

Apesar de não conseguir uma medalha na prova dos 1000 metros o norte americano já foca na próxima prova, a de revezamento. 

Mais informações sobre o americano aqui.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Foco após uma queda - DIA 2

A postagem do segundo dia é uma homenagem aos medalhistas de prata da patinação artística por equipe. Esta é a primeira edição dos jogos olímpicos que patinadores participam por equipes. Belo debut para a equipe canadense.

Este vídeo foi feito por um medalhista olímpico e comentarista de patinação artística canadense. Vale muito a pena conferir!


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Matéria com uma líder em Psicologia do Esporte Canadense

Matéria muito bem feita sobre o trabalho de biofeedback realizado pela Dr. Penny Werthner, ex-professora da Universidade de Ottawa e considerada umas das 50 mulheres mais influentes do esporte Canadense em 2010. Particularmente esse trecho abaixo foi o que mais gostei:

"O que eu disse ao Manny (atleta canadense) foi que a preparação física e tática são as primeiras em qualquer esporte. Se você não as faz, não importa mais nada do que você fizer" disse Werthner, "mas se você fizer isso (as preparações téctinas e físicas) e manter-se saudável, então como você controla a si mesmo nos dias de competição é o que realmente separa os vencedores dos perdedores."

Aproveitem a leitura completa do artigo em inglês.

Osborne-Paradis counting on mind over matter to reach the podium in Sochi

CALGARY — The Globe and Mail

Manny Osborne-Paradis, right, doing mental strength trainng with Dr. Penny Werthner, Dean of Kinesiology at the University of Calgary. (Larry MacDougal For The Globe and Mail)

Manny’s brain waves are dancing in Technicolor. They are bars on a computer screen being read by one of the many electrodes attached to his head, shoulders and various fingers on his left and right hand. It is a red, blue, green, yellow, orange-coded signal that Manuel Osborne-Paradis is ready to race.
But not on skis. Not on a mountainside where the B.C.-born downhiller has won three World Cup alpine events.
At this moment, in room B261 of the University of Calgary kinesiology department, Osborne-Paradis is reclining in an easy chair preparing to race a sailboat – with his mind.
It’s pretty simple, or at least seems that way. As long as Osborne-Paradis concentrates on his yellow sailboat, his brain activity makes it move. As soon as he has a lapse in attentiveness, or lets some speeding thought cut across his bow, his boat stops and a rival one moves – in this case, the purple boat that begins to make a charge. Osborne-Paradis stares at the screen as his boat begins to pull away cleanly.
“He couldn’t have done that three or four weeks ago,” Penny Werthner, the U of C’s dean of kinesiology, says in admiration.
This is how it is for Osborne-Paradis as he engages in another countdown to another Olympics: He is leaving no stone or computer chip unturned in his quest to be the best come the 2014 Sochi Winter Games.
Physically, he is fine. He has recovered from the 2011 crash in Chamonix, France, that broke his left leg, tore up his left knee and cost him almost two seasons. Therapy and conditioning have brought him to a level where, at 29, he is near the peak of health.
But to get better and improve on his racing, Osborne-Paradis decided there were other things he could do, such as hone his mental edges. That pursuit took him to Werthner, a sports psychologist and former Olympic runner, whose biofeedback and neurofeedback sessions help athletes learn how to calm themselves so they can let their physical training take over and compete efficiently.
Werthner has worked with dozens of athletes, including curler Cheryl Bernard and moguls skier Alexandre Bilodeau, who won silver and gold, respectively, at the 2010 Vancouver Olympics, along with other medal winners from the 2012 London Summer Games.
Much of what Werthner heard from athletes was how they were too anxious, too overwhelmed before a major competition. They had spent so much energy worrying about an Olympics they were exhausted before they got there.
Werthner’s work is about “enabling the athletes to learn how to self-regulate themselves both physiologically and neurologically. It’s like training the brain the way you train the muscles in the body. Manny has been really open-minded about this, and good to work with.”
Osborne-Paradis was keen to reset himself after the Vancouver Games. Considering how well he had done in 2009, winning three World Cup races and finishing third in another, considering the Olympic downhill was being staged on his home mountain, Osborne-Paradis was elevated by fans and media to sure medal status. His Canadian teammates experienced similar expectations. They didn’t live up to them; Osborne-Paradis finished a disappointing 17th in the downhill.
Then came the leg-wrecking crash in France followed by a silly incident during the 2011 Calgary Stampede, where Manny, being good-time Manny, tried to hitch a ride on the back of a party bus, only to be dragged almost 80 metres. That put him in a hospital with a bad case of road rash. It was time to rethink things.
“Part of my M.O. is to be the fun-loving guy, but as you get older you don’t have the energy to be that guy all the time. I’m not 20 any more,” he says.
The measure of his physical comeback came this past March in Kvitfjell, Norway, where Osborne-Paradis turned in a resounding fourth-place showing. For the 2013-14 Olympic buildup, he vowed to explore every option, renting a private lane on a Whistler ski run for three days for himself and coach Stefan Guay.
There was also an early trip to Switzerland so he could train in the Alps with the French national team. That was before he headed to France to attend a training camp with his Canadian teammates.
It was enough for Martin Rufener, Alpine Canada’s new head coach, to remark recently: “You can just tell that his mental focus and mental strength is there and that’s important.”
Alpine Canada knew of Werthner’s skill in dealing with world-class athletes and asked to be part of her program. Osborne-Paradis was keen to see what could be done. The idea, he was told, was to train his mind so he could “stay in the moment” for two minutes, the average length of a men’s downhill.
The first few hour-long sessions didn’t seem to accomplish much. During the tests, sensors monitor his heart rate, its variability, his peripheral body temperature and his skin conductance, how much he sweats, a sign Osborne-Paradis is engaged both physiologically and psychologically.
Eventually, Osborne-Paradis learned how to co-ordinate his breathing, how to relax his muscles to keep them from getting too tense – and also how to crystallize his thoughts. Seeing the results on a computer screen has given him the tools and confidence he will carry over to the mountains.
“The game with the sailboats, you think about something else, your boat stops and another sailboat moves. The other boat is another part of your brain and you have to regain your composure,” he explains. “It’s like in a race, where there’s music playing [over loudspeakers]. You hear athletes say later that they never heard any music because they were so into their race, in the zone. You need that in skiing. It’s about not getting too overzealous in what’s going on until you’re at the finish.
“You have to learn where to go in your head.”
Osborne-Paradis’s head is a comfortable place for him to be, although the work continues. Before leaving for Sochi, he and Werthner hope to have another four or five sessions. The next step will be having Osborne-Paradis visualize the course in Sochi’s Rosa Khutor alpine resort and racing it in his mind.
“What I told Manny was that physical preparation and technical preparation is No. 1 in any sport. If you don’t do that it doesn’t matter what else you do,” Werthner says. “But then if you do that and stay healthy, then how you can manage yourself on competition day is really what separates the people who win and the people who don’t win.”
In room B261, the testing continues. Osborne-Paradis is instructed on-screen to “let the puppet stand as tall as possible.” An animated puppet is shown squatting until Manny wills it to stand up.
Another exercise: “Let the light bulb glow warmly.’ A light-bulb image appears and soon glows warmly. Manny stares at the computer. He is in the moment, yet on his way to Sochi.

http://m.theglobeandmail.com/sports/olympics/osborne-paradis-counting-on-mind-over-matter-to-reach-the-podium-sochi/article16424693/?service=mobile

Original source
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

AASP SPORT PSYCH BULLETIN - DECEMBER 2013





AN INVITATION TO JOIN AASP

With nearly 2,000 members from 47 countries worldwide, the Association for Applied Sport Psychology (AASP) is one of the largest organization of professionals dedicated to promoting ethical practice, science, and advocacy of sport psychology and positive experience of people in sport, exercise, and performance endeavors. If you are not already a member, we invite you to join in 2014!
AASP members enjoy the following benefits:

Four (4) print issues of the Journal of Applied Sport Psychology

Three (3) online issues of the Journal of Sport Psychology in Action

Discounted registration fees for quarterly educational webinars, on-demand viewing, and distance learning courses

Opportunity to submit Research & Outreach Grant Proposals - $30,000 USD in funds available in 2014

Discounted Registration Fees for the 2014 Annual Conference in Las Vegas, NV, USA

Eligibility to submit an abstract for presentation at AASP's 2014 Annual Conference

Eligibility to apply for one of AASP's annual prestigious junior and senior member awards

Eligibility to serve on one of AASP's volunteer committees or Special Interest Groups (SIGs)

Access to the Member Directory

Discounts on AASP's Graduate Program Directory - new online edition to be available in 2014!




AASP has a Developing Country Membership, which allows persons residing and working in Developing Countries, as defined annually by the World Bank, to be eligible for a 50% discount off all membership types.

To join, please click here for an online application. Multi-year memberships are available for your convenience.


AASP UNVEILS NEW, DYNAMIC WEBSITE





AASP launched a revamped website at its conference this past October, which is aimed at providing members, sport psychology professionals, and consumers with a number of valuable new resources right at their fingertips. The site also provides users with a cleaner, more professional look as well as easier navigation and a convenient configuration that can be accessed from your desktop computer, tablet, and mobile device. Visit www.appliedsportpsych.org for more details.

NEWSLETTER AVAILABLE FOR SPORT PSYCHOLOGY PROFESSIONALS

Interested in more information about what is going in the field? The AASP newsletter, which is published 3 times per year, features insightful articles about a wide range of sport, exercise, and performance psychology topics, educational webinars, and grants opportunities. AASP has made this resource available to the public at http://www.appliedsportpsych.org/publications/newsletter-past-issues/ Check it out!

AASP 2014: ABSTRACT SUBMISSION & TRAVEL AWARDS
The abstract submission system for AASP's 2014 conference, to be held October 15-18 in Las Vegas, Nevada USA, will be open January 1 - February 15, 2014. To submit an abstract, please join as a member and then login to the member's area of the website,here. If you have any questions, please email the Scientific Program Chair.

NEW FOR 2014: The AASP Foundation will be offering Travel Awards for student members who wish to attend AASP 2014 to present their work. Sponsored by Taylor & Francis, ten (10) awards at $750 USD each will be available. Any student wishing to submit an abstract for Travel Award consideration must check the appropriate box on the online abstract form and submit no later than February 15, 2014. Applicants must be the first author of the abstract.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

WE CAN - Entrevista com Consultor em "Mental Performance" Derek Robinson

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Q&A with Derek Robinson


As we count down the days to the Sochi Olympic Winter Games (22 days!), the Canadian Sport Institute Calgary will be featuring members of our team that have had a direct impact on athlete preparation for the Games #WE CAN
To kick things off, meet Derek Robinson. Derek, M.Ed. is a registered psychologist working as a mental performance consultant with the Canadian Sport Institute Calgary since 2003. He is currently involved with many different sports and teams at the National and International levels, including Hockey Canada, Long Track Speed Skating and the Canadian Alpine Ski Team.
Derek strongly believes in the value of specific mental preparation and simulation to best prepare elite athletes to perform on demand. "To win at the top level requires learning and developing the right habits required to compete with confidence and grit. Strengthening these habits in training and competition builds belief. And it comes down to belief and focusing on the task when it matters."
Here is our interview with Derek Robinson.
Q | What is your day-to-day role with the athletes?
A | My day-to-day role with the athletes is a collaborative process of working on these three goals.
1. Performance enhancement so athletes and coaches win
2. Coping with and overcoming adversity
3. Personal and relational well-being
Q | How did you get in the field of Mental Performance?
A | I played hockey at the University of Lethbridge and always loved sports and psychology. I never really thought I'd become a psychologist as I saw myself as a "hockey player." However, my passion for sport psychology allowed for decisions to naturally emerge in building towards living my dream job. And that's working with coaches, athletes, and integrated support teams (IST) towards a common performance goal.
Q | Why did you choose to work in elite sports? What inspires you about working with high performance athletes?
A | The emergent decision making (that I referred to above) led me to capitalize on the right opportunities when the chance came along. A lot of hours, work, and preparation went into becoming a psychologist and mental performance consultant. However, it never seemed like work. The privilege to work in elite sport came about through passion, hard work, opportunity and positive relationships with other people.
What inspires me to work with high performance athletes can be summarized as a love and respect for competition. Winning and most importantly, what it takes to win under different competitive situations/conditions really engages me and gives me energy.
Q | What is the role of a Mental Performance Consultant (MPC) within the IST?
A | The main role of a MPC is to support athlete performance, to effectively collaborate with the coaches, and to integrate within the IST to best support the coach-athlete relationship.
Q | Can you give us two to three mental exercises that you believe everyone should include in their daily routine? Something that you do with athletes and that the public does not necessarily know about or think about doing?
A |1. Identification of the athlete's "Go To" strategies to prepare, the ability to refocus, and to fully engage in the task. This involves the athlete applying mental skills (e.g., self-talk, breathing, mental rehearsal, acting on routines, etc.) in their daily training habits.
2. We debrief which "Go To" strategy is effectively used so that the athlete can focus on the task. The skill to focus really means the ability to refocus quickly. Being in the Zone/Flow is ideal; however, the athlete must learn to perform when not in the Zone. Olympic performance is about clear goals and a plan. Emotional resilience and mental toughness to execute the plan through adversity and distraction.
Q | How can Canada innovate in the field of Mental Performance?
A | It is truly a privilege to work with the people at the Canadian Sport Institute Calgary. The people along with the new Canadian Sport Institute facility at Winsport, is a combination that drives our field of Mental Performance. We can innovate Mental Performance in Calgary by being a great Team of MPCs and working together better than ever. Currently, it is recognized that each Canadian Sport Institute MPC brings individual strengths and by maximizing individual strengths in an environment of strong leadership, trust and respect, we have world leading performance.
Q | What will a "day in the life of Derek Robinson" be like in Sochi?
A | A day in Sochi is about being 100 % available as needed by Canadian coaches and athletes. This availability is always purposefully driven to ensure these basic Olympic lessons:
1. Do not stop doing what works (Trust the right preparation and let the performance happen. Trained habits and belief)
2. Do not start doing what doesn't work (Commit to the right plan with value-driven behaviours vs. changing things last minute in response to Olympic stress/pressure. Perform with poise and focus)
Olympic performance is about the athletes and coaches. It is imperative for an MPC to support coach and athlete performance.
Q | What moment of the Sochi Games do you most look forward to and why?
A | The feeling of seeing the athletes and coaches WIN
Q | What is it about the Olympic Games that inspires YOU?
A | Performance under pressure, through adversity, when it matters. It is really hard to win an Olympic gold medal - And that is awesome.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Motivação no Contexto Esportivo e na Educação Física - Visão dos Praticantes

Pesquisa sobre “Motivação no Contexto Esportivo”. Participem, pois com o envolvimento de todos, a psicologia do esporte sai ganhando!

Este é um convite para participar de uma pesquisa intitulada: “Motivação no Contexto Esportivo”. O instrumento utilizado, e já validado, é o “Questionário de Orientação Motivacional para o Desporto”, que é uma versão traduzida e adaptada para a língua portuguesa do “Task and Ego Orientation in Sport".


https://docs.google.com/forms/d/1KYP9LeOelOKgtANIQmPqmVI48esezZinVgwnqhcqbI0/viewform

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Cristiano Ronaldo - Testado ao limite

Excelente documentário produzido por uma rede de tv Britânica sobre o Cristiano Ronaldo.

Esta versão esta em português de Portugal.




sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

2014 - tempo de mudanças

Muita coisa aconteceu desde que comecei a escrever este blog em fevereiro de 2009. Naquela época eu cursava o último ano do curso de psicologia e tinha vários sonhos entre eles fazer mestrado e doutorado fora do Brasil. Hoje, quase cinco anos mais tarde, alguns sonhos já se tornaram realidade e deram lugares a novos sonhos trazidos por uma visão diferente sobre a psicologia do esporte.

Mas não fui só eu que mudei, a psicologia do esporte mudou. Mudou pra melhor, se em 2009 o que me motivou a iniciar o blog foi a dificuldade de acesso a informações sobre o que ocorria na área, hoje diversos fatores facilitam quem se aventura por essas águas. Primeiro, iniciativas estruturadas por grupos de pesquisa e associações são responsáveis por uma série de eventos (congresos, cursos de introdução...). Se em 2004, o Brasil contava com um congresso realizado bianualmente (se não me falhe a memória) pela SOBRAPE (Sociedade Brasileira de Psicologia do Esporte), somente em 2013 houveram três grandes eventos conduzidos pelos maiores grupos de pesquisadores no país (ABRAPESP, SOBRAPE e LEPESPE). Segundo, houve um aumento de visibilidade dado pela mídia aos trabalhos desenvolvidos por psicólogos do esporte. Desde a mais recente conquista mundial pelo handebol feminino (Alessandra Dutra), a medalha de ouro nos jogos de Londres pelo voleibol feminino (Sâmia Hallage), além do futebol com a parceria perene entre a Regina Brandão e o Felipão isso para citar apenas alguns esportes. Outro espaço importante nos veículos de comunicação foi alcançado pela Kátia Rubio sendo co-apresentadora do "Segredos do Esporte", um programa televisivo que dedicou uma série de episódios para discutir diversos aspectos relacionados à psicologia do esporte. Terceiro, se antes os poucos sites sobre psicologia do esporte estavam um pouco defasados, hoje diversos blogs (entre eles o meu), páginas e grupos de discussões em diversas redes sociais trazem visibilidade aos temas e também aos profissionais que constroem a psicologia do esporte no Brasil. Ou seja, a evolução da área e de seus personagens são notáveis a olhos nus.

Neste novo cenário me resta reavaliar o posicionamento desde blog. Ao observar meu histórico de postagens fica claro que andei afastado nos últimos tempos. Acredito que uma das razões desse afastamento não seja apenas a agenda abarrotada de compromissos do mestrado e agora do doutorado, mas a falta de motivação de trazer informações já veiculadas por outros tantos blogs ou grupos de discussão. Ao refletir sobre quais as motivações para manter o blog ativo, reencontrei num cantinho escuro a vontade de compartilhar meus pensamentos não apenas sobre a psicologia do esporte no Brasil, mas também sobre as novas perspectivas que adquiri nesses anos vivendo no hemisfério norte. Portanto, preparem-se para muitas postagens sobre esportes de inverno!!!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Lições em psicologia do esporte

Li uma postagem no facebook tão legal que resolvi pedir autorização da psicologa do esporte Marisa Markunas para repostar aqui no blog. Como ela gentilmente autorizou aqui vai. Espero que gostem tanto quanto eu!
 
Hoje estou debutando. Nesta data, há exatos 15 anos eu iniciava minha prática profissional em Psicologia do Esporte. Então, já vai um bom tempo... Mas e daí ? Minha biografia ou minhas idéias não devem interessar publicamente. Contudo, aind...a insisto: o que é ser debutante ? É "virar gente grande", é ter status social prá opinar, prá participar da sociedade. Então, achei justo, que como tal, eu pudesse aproveitar este espaço aqui e em meio às minhas reflexões, falar algo sobre o mercado de trabalho de Psicologia do Esporte. Penso que minha trajetória permite algum palpite, e que ser debutante me credencie. Minha contribuição neste espaço público aqui é responder à tal pergunta: "como eu faço prá entrar no mercado de trabalho, em PE ?" Vou arriscar algumas dicas: você precisa estudar; participar de atividades academicas, científicas e também assistir muito esporte. Voce precisa mostrar-se para o mercado. É bom ter gosto pela prática mas não é essencial ser praticante. É útil transitar no meio esportivo, isto facilita os acessos, mas também ilude. Para ingressar neste mercado muitas vezes basta conhecer alguém que te 'abra uma porta'. E então, como ocupar este lugar no mercado ? Sugestões: manter-se atualizado, em psicologia (afinal esta é sua profissão), e em acontecimentos esportivos ! Não ter preconceitos (de formação, linha teórica, local de trabalho ou segmento de atuação...); Ouvir. Colher opiniões e visões variadas. Ler livros de diferentes e porque não autores 'opostos'. Isso tudo basta ? Óbvio que não ! O essencial, penso: é saber que tudo é transitório. Hoje sou debutante, amanhã não mais. Quanto já realizei e quanto já deixei passar... Além de saber que tudo é transitório, deve-se então exercitar a humildade. A vaidade, em Psicologia te leva prá longe dos reais propósitos da profissão (e o esporte tem essa armadilha !), portanto, para ingressar no mercado: cuidado com a vaidade. Por fim, posso insistir: para ingressar no mercado alguns bons contatos podem resolver, mas para permanecer nele deve-se cultivar muita resiliência. Não há psicólogo que sobreviva a toda a transitoriedade deste mercado se não cuidar muito de seu próprio stress. Sucesso a todos e, se me permitem: parabéns prá mim ! rs... Afinal, desenvolvi muita resiliência, o que já é um belo resultado !
 
*Escrito por Marisa Markunas.