Fiquei muito tempo sem postar vídeos, afinal a forma como a Globo.com disponibiliza os mesmos me deixa um pouco desconfortável. É chato alguém que acaba de conhecer meu blog não ter acesso aos vídeos pois os links não estão mais ativados.
Então, peço desculpas desde já, caso isto aconteça no futuro.
A reportagem "Investimento na base: o segredo do sucesso do atletismo da Jamaica" data do dia 14/05/2011 e pode ser encontrada no site do Sportv.
O tema da matéria foi muito bem escolhido, afinal a Jamaica desponta como grande favorita em diversas provas de velocidade. Um exemplo que ilustra bem esta tradição é que a pequena ilha do caribe coloca suas atletas no pódio dos 100 metros rasos desde 1984 nos jogos Los Angeles (exceção 1988, quarto lugar), tendo Pequin como ápice, onde as mulheres jamaicanas ocuparam os três lugares mais altos.
Diversas são os relatos de medalhistas olímpicos que refletem a importância do "Jogo Mental" ou lado psicológico e de como a estrutura montada pela Jamaica fornece oportunidades de suas crianças irem aprendendo a vencer.
Uma boa parte da reportagem retrata o CHAMPS, campeonato com 100 anos de tradição onde meninos e meninas em idade escolar competem representando suas escolas. Competição que marca o imaginário de jovens e adultos, todos ligados na TV querendo saber quais serão os próximos Usain Bolt, Asafa Powell entre tantos outros nomes de recordistas mundiais jamaicanos. A atual campeã olímpica de 100 metros rasos, Shelly-Ann Fraser, fala sobre como a participação de atletas mirins nesta competição desde os 9 anos de idade é primordial para identificação de talentos desde cedo.
Aos 14m30 Bolt fala sobre como o CHAMPS o ajudou a adquerir maturidade para competir no cenário internacional. Ele comenta que entrava muito nervoso por ter que representar sua escola e saber que todos contavam com o resultado dele. Ainda afirma que toda essa pressão foi fundamental para que ele soubesse lidar com o nervosismo.
Germaine Mason, jamaicano naturalizado inglês, medalhista de prata em Pequim retrata algo muito semelhante com a cultura do futebol no Brasil. "O jamaicano cresce brincando de correr." Este é um dos principais princípios do LTAD (Long Term Athlete Development), onde os FUNdamentos de cada esporte deve ser passado de forma divertida (FUN), fazendo com que as crianças queiram continuar envolvidos no ambiente esportivo. É muito legal perceber neste vídeo as crianças correndo descalças em pistas de grama. Basta imaginar uma bola de futebol e "estaríamos" no Brasil!
Aos 16min Usain Bolt fala sobre a importância de estar preparado para a vitória e para a derrota. "Você tem que aprender a perder antes de aprender a vencer. Você não vai vencer todas, e é preciso lembrar disso! A pessoas que acham que sempre vão vencer e quando perdem acabam desmoronando e não conseguindo voltar. O ponto chave é saber como reagir a uma derrota."
Mas para mim a cereja do bolo veio aos 21 minutos do vídeo, onde Gracy Jackson medalha de prata em Seul nos 200 metros nos brinda com o seguinte comentário: "Você pode identificar os que possuem um potencial, o que separa os que tem potencial e os que vão ser vencedores é o que acontece na mente. Eu acredito que aqueles que são mentalmente mais fortes sabem lidar melhor com os desafios e as adversidades".
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sexta-feira, 20 de maio de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Vídeo: Como atletas reagem sob pressão!
Pois é... já havia comentado sobre a dificuldade de postar vídeos do SPORTV, eles não disponibilizam o código para incorporar o vídeo ao blog.
Mas basta clicar no link e aproveitar direto da página deles mesmo.
O vídeo é bem legal, cita exemplos específicos como referência a problemas gerais que ocorrem com atletas de diversos países. Ainda faz uma ponte entre atletas Americanos e Brasileiros.
Aproveitem!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Mudança na Ginástica
Há dez anos... algumas promessas da Ginástica apareceram neste vídeo... fico pensando ao ver aos programas esportivos deste final de semana que traziam as mudanças no cenário da ginástica no Brasil.
Alguns rostos duplamente novos, afinal estamos falando de atletas com 16, 17 anos que estão estreando em competições internacionais. Fico pensando como será ver este mesmo vídeo em 2019...
O segundo vídeo sequer mostra a Bruna Leal, apenas cita seu nome... alguns dias mais tarde há vários vídeos só sobre ela. E assim a mídia segue buscando novos heróis para preencher nosso imaginário!
Falando em Heróis... minha sugestão é o livro: O imaginário esportivo: o atleta e o mito do herói da Dra. Kátia Rúbio.
Quem gosta de Jung vai adorar este livro, reflexões profundas sobre a forma como o imaginário coletivo vai em busca deste seres míticos.
Já o último vídeo tem em sua chamada:
Façam bom proveito!
Alguns rostos duplamente novos, afinal estamos falando de atletas com 16, 17 anos que estão estreando em competições internacionais. Fico pensando como será ver este mesmo vídeo em 2019...
O segundo vídeo sequer mostra a Bruna Leal, apenas cita seu nome... alguns dias mais tarde há vários vídeos só sobre ela. E assim a mídia segue buscando novos heróis para preencher nosso imaginário!
Falando em Heróis... minha sugestão é o livro: O imaginário esportivo: o atleta e o mito do herói da Dra. Kátia Rúbio.
Quem gosta de Jung vai adorar este livro, reflexões profundas sobre a forma como o imaginário coletivo vai em busca deste seres míticos.
Já o último vídeo tem em sua chamada:
Caçula da equipe, Bruna Leal é a única brasileira nas finais do Mundial de ginástica
Com apenas 16 anos, estreante supera nervosismo e chega à decisão do invididual geral da competição, disputada em Londres, na Inglaterra.
Em nenhum outro momento o nervosismo é citado. Vale lembrar que algumas ginastas brasileiras foram achadas mais "velhas" como a Daiane com 11 anos enquanto a Laís Souza iniciou aos 4 anos de idade. Portanto é um esporte que normalmente expõe os jovens atletas desde muito cedo à pressão competitiva. Gostei do comentário da Bruna, este é como se fosse nosso trabalho... demonstrando que pro repórter pode até ser uma surpresa ela ir à uma final, mas para ela é fruto de trabalho bem feito.
Façam bom proveito!
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Yelena Isinbayeva
Achei muito pertinente postar este vídeo, afinal é interessante perceber o olhar que cada meio de comunicação dá ao mesmo fato. Foi refletindo sobre este viés de quem conta a história que penso sobre a importancia da formulação de boas perguntas.
Um atleta de ponta está (ou deveria) acostumado com as perfuntas básicas que dependendo do resultado normalmente aparecem. Na vitória: A quem você dedica? Em quem você está pensando? Como foi a preparação? Como você acha que o povo brasileiro está se sentindo?
Na derrota: O que foi que aconteceu? O que deu de errado? Como você explica? Estava com alguma lesão?
Mas o que me agradou neste vídeo é o fato do psicólogo... ops o repórter, ao fazer uma pergunta que sai do roteiro básico, ter utilizado uma "técnica" chamada por Milton Erickson de "truísmo" onde ele fala várias coisas óbvias: "todos querem ver vitórias, todos querem ver recordes, mas você é humana, quer falar um pouco sobre isso?"
BINGO!!! Sai a resposta pronta estilo: "A pista estava boa, o vento estava bom, tudo estava ok. Não senti nada, não estou com lesão. Eu estava concentrada, fiz como sempre faço. Entrei na disputa em 4m75 e depois tentei 4m80 porque essas são marcas que eu costumo bater com frequência em treinos."
Entra a resposta expontânea que fala do que ela está sentindo: "é claro que eu sou humana e às vezes, tenho alguns problemas privados, mas tenho de focar no esporte. Talvez hoje eu esteja pensando muito nos meus problemas. Preciso mudar isso. Mas eu vou lembrar deste dia durante toda a minha vida!"
Obrigado pela pergunta! Mostrou que mesmo uma "heroína" quase sem falhas,com 20 recordes mundiais, é humana, e que pelo próprio discurso deixa claro que poderia ter utilizado do serviço de alguns de meus amigos da Psicologia do Esporte.
Um atleta de ponta está (ou deveria) acostumado com as perfuntas básicas que dependendo do resultado normalmente aparecem. Na vitória: A quem você dedica? Em quem você está pensando? Como foi a preparação? Como você acha que o povo brasileiro está se sentindo?
Na derrota: O que foi que aconteceu? O que deu de errado? Como você explica? Estava com alguma lesão?
Mas o que me agradou neste vídeo é o fato do psicólogo... ops o repórter, ao fazer uma pergunta que sai do roteiro básico, ter utilizado uma "técnica" chamada por Milton Erickson de "truísmo" onde ele fala várias coisas óbvias: "todos querem ver vitórias, todos querem ver recordes, mas você é humana, quer falar um pouco sobre isso?"
BINGO!!! Sai a resposta pronta estilo: "A pista estava boa, o vento estava bom, tudo estava ok. Não senti nada, não estou com lesão. Eu estava concentrada, fiz como sempre faço. Entrei na disputa em 4m75 e depois tentei 4m80 porque essas são marcas que eu costumo bater com frequência em treinos."
Entra a resposta expontânea que fala do que ela está sentindo: "é claro que eu sou humana e às vezes, tenho alguns problemas privados, mas tenho de focar no esporte. Talvez hoje eu esteja pensando muito nos meus problemas. Preciso mudar isso. Mas eu vou lembrar deste dia durante toda a minha vida!"
Obrigado pela pergunta! Mostrou que mesmo uma "heroína" quase sem falhas,com 20 recordes mundiais, é humana, e que pelo próprio discurso deixa claro que poderia ter utilizado do serviço de alguns de meus amigos da Psicologia do Esporte.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Aposentadoria ou Transição na carreira?
O primeiro momento onde percebi que a transição de carreira estava mais próximo do que eu imaginava foi no I Congresso da Abrapesp em 2007. Lá fiz uma apresentação oral sobre: "O significado do corte para jovens atletas de basquetebol" foi ao fim de uma apresentação sobre aposentadoria no esporte que percebi como os temas estavam entrelaçados.
Na fundamentação teórica, havia uma clara diferenciação sobre Transição de Carreira e Transição na Carreira, onde o primeiro significa a famosa e temida (para muitos atletas) aposentadoria seja por "burnout", "dropout" ou só out e o segundo significa uma mudança nos caminhos que a carreira toma, mudanças estas caracterizadas pela entrada no time profissional, no caso de atletas recém-contratados, ou pela mudança de país o que demanda assimilações de uma nova cultura.
Daí me veio o estalo (insight), se alguns atletas jovens (16 e 17 anos) param de jogar basquetebol por terem sido cortados do time. O corte pode influenciar (para não ser maniqueísta) em como se dá a transição na ou da carreira esportiva destes jovens!
Felizmente, este é um tema que foi bem discutido ultimamente. Houve o Seminário Internacional de Destreinamento e Transição de Carreira Esportiva, um evento promovido pela Abrapesp (Associação Brasileira de Psicologia do Esporte) e pela SBME (Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva) com apoio do Ministério dos Esportes, no mês de fevereiro em São Paulo. O evento contou com quase 15 Doutores entre eles Prof. Dr Francisco Ucha (Cuba), Prof. Dr. Ramon Alonso Lopez (Cuba/Br.).
Contou ainda com Ana Moser (ex-atleta voleibol), Lamond Murray (ex-atleta NBA), Sócrates Brasileiro Souza Vieira de Oliveira (ex-atleta futebol), Vanderlei Cordeiro de Lima (ex-atleta atletismo) entre outros.
Outra forma pela qual a discussão veio à tona foi graças ao programa Dossiê SPORTV gravado com alguns dos convidados do Seminário. Para quem quiser acompanhar o programa, ele está disponível no site do SPORTV e foi dividido em duas partes. Portanto clique em parte 1 e parte 2 e assista.
Bem, me perguntava o que eu poderia acrescentar ao assunto após ter sido discutido em alto nível durante o Seminário e de forma muito bem explorada pelo Sportv. Eis que aparece minha esposa e me conta a novidade: "Estava navegando no site do RBC ( Royal Bank of Canada) e descobri algo que vai te interessar.
Pois bem, o RBC possui uma área especializada em atletas e técnicos esportivos para assessorá-los com suas finanças, com uma equipe multidisciplinar de gestores em finanças e ex-atletas que orientam de forma personalizada as aplicações de seus clientes atletas. Favorecendo a chegada da aposentadoria sem a preocupação de que "agora a vaca foi pro brejo".
Quem quiser saber mais sobre este serviço clique em RBC.
Abraços.
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