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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Matéria sobre Memória Olímpica

Projeto da USP dá voz a mais de
2.000 atletas olímpicos brasileiros

Depoimentos em vídeo são coordenados por Katia Rubio, que luta por um Centro de Memória

Um projeto que começou em junho deste ano para ficar pronto por volta de 2014 deverá registrar depoimentos em vídeo de cerca de 2.240 atletas brasileiros sobre sua experiência em Olimpíadas, com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). A coordenação do “Atletas Olímpicos Brasileiros” está a cargo de Katia Rubio, do Grupo de Estudos Olímpicos da USP.

Com formação em Educação Física, Educação, Psicologia e Jornalismo, além de autora de diversos livros sobre o tema, a professora da Escola de Educação Física da USP também quer montar um Centro de Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, que precisa de patrocinadores. - Até naturalmente acabamos captando todo um acervo – de público, de entrevistados... E estamos descobrimos muitas coisas – por exemplo: a primeira participação brasileira não foi em 1920 [Antuérpia, Bélgica], mas em 1900 [Paris], com o filho de um diplomata, que tinha dupla nacionalidade.
Confira matéria completa no link.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Rubens Barrichello

Acabo de ler o Blog do Flávio Gomes, polêmico com certeza, mas não deixa de nos fazer pensar sobre a forma como as notícias são passadas e com se criam (ou destroem) heróis... gostaria de fazer umas considerações...


Escolhido como um dos 50 maiores jogadores de basquete da história da NBA, John Stockton foi vice campeão duas vezes, ao lado de jogadores como Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Wilt Chamberlain entre outros.

Pediram para Stockton  resumir qual era seu sentimento sobre aposentar-se da NBA sem nenhum título. 

"Uma grande parte é sobre a jornada", disse ele. "Tenho certeza que há pessoas que ganharam campeonatos que não tiveram de trabalhar muito duro para isso. Trabalhamos muito duro e não deu, mas ainda sinto-me recompensado pelo esforço que tive em competir. "
Quando finalizou sua carreira era o terceiro maior particiantes em jogos da NBA e era o 28 pontuador da história.




Para ser mais atual, vamos pegar o tenista Andy Murray, atual número 4 do mundo... Nunca ganhou nenhum Grand Slam. Mesmo assim está em quarto do  mundo na temporada. É motivo de orgulho para os britânicos, afinal é seu tenista melhor qualificado no ranking da ATP.  




Mas brasileiro gosta de Futebol... vamos pegar um ídolo mundial, Eusébio  português, vitorioso, ganhou 11 títulos pelo Benfica! Mas o mais próximo que ficou de ser Campeão do Mundo com Portugal foi um 3º lugar. Ok... Copa só de 4 em 4 anos, com o Poderoso Benfica foi vice 2 vezes do mundial interclubes. 










Agora vejamos o Rubens.... chega ao Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2009 sendo o piloto com maior participação em grandes prêmios: 287, com 283 largadas (contra 256 de Patrese). Outras marcas destacam o desempenho do piloto:



  • 195 provas concluídas na zona de pontuação (perdendo apenas para Michael Schumacher, que pontuou em 197 corridas);
  • 68 pódios (sendo o quarto piloto a subir mais vezes ao pódio da Fórmula 1);
  • 602 pontos conquistados (sendo o 4º maior pontuador, apenas 12 pontos atrás de Ayrton Senna).


Se comparados com os GÊNIOS de seus esportes, tanto Pelé, como Federer, quanto Jordan dariam um baile em Euzébio, Murray e Stockton. Assim como o Schumacher dá um banho no Rubens. Mas isso não tira o valor de todo um trabalho realizado por estas pessoas. 


Ainda assim o consideramos como um cara derrotado, coitado, azarado... em qualquer outro esporte ele seria lembrado como um grande vitorioso, a não ser Murray que ainda atua em seu esporte, os outros dois atletas possuem estátuas em suas homenagens.


Isso me faz pensar sobre como mudei após descobrir a Psicologia do Esporte, lendo sobre desenvolvimento de jovens talentos, influencia das metas, fatores motivadores, impacto da derrota, valores através do esporte, percebi que a vitória é apenas uma parte deste imenso universo esportivo. Acho que por isso gostei tanto da declaração do Rubinho, (Sportvnews) onde ele falava que sempre teve seu pai para lhe apoiar e que neste GP Brasil quando chegou tinha o Dudu (seu filho) e que ao mesmo tempo que queria chorar e jogar o capacete longe era um momento para ele aprender e ensinar. "Afinal é isso que eu faço com o Dudu, ele perde um gol e eu digo, tem que continuar tentando filho. Amanhã tem outro jogo."


Acho que poderíamos repensar nossos conceitos...


Não deixem de ler o Blog do Flávio (link acima)!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ayrton Senna

Ao ver este vídeo me veio em mente a forma com que certas pessoas impactam nossas vidas. Ayrton foi o exemplo de alguém que impactou uma nação inteira. Tenho 30 anos, portanto era bem jovem, mas lembro-me como se fosse hoje do silêncio e sofrimento que pairava no ar daquele sábado, quando o Brasil perdeu o jogo contra a França.

Quero deixar claro que não sabia ao certo porque chorava, mas a forma com que o silêncio era rasgado pelo choro de pessoas que amo (meus irmãos), trazia uma dor... e sendo assim eu chorava, mesmo sem entender.

No outro dia pela manhã, algo aconteceu, gritávamos, pulávamos e aquela tristeza que deixava um vazio na alma, não mais existia, pois esse espaço tinha sido preenchido pela vitória do novato Ayrtn Senna.

Costumo falar em palestras para alunos do terceiro ano que uma das diferenças entre o Ayrton e nossos outros campeões era que ele mostrou para todos os brasileiros que nós poderíamos erguer a cabeça. Com o simples gesto de levantar a bandeira no pódio, ele colacava toda uma pátria no lugar mais alto do pódio, pois não era uma vitória individual, mas algo de todos!

Gosto de lembrar que em 1986 havia 16 anos que o país do futebol não ganhava um copa, pior, vira e mexe alguém lembrava o que Nelson Rodrigues tinha escrito, criando uma profecia auto-realizadora chamada "sindrome de vira-lata", diminuindo ainda mais a imagem que o país tinha de sí mesmo.

Obrigado Ayrton!
Esse é um caso de como o esporte transcende o campo esportivo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pênaltis

Estava vendo o Globo Esporte quando ouço o Marcos dizer sobre suas estratégias para "adivinhar" o canto do pênalti. Em uma postagem anterior (clique no marcador Pênaltis) já havia colocado minha opinião de como o goleiro poderia reagir em uma situação como essa, mas é ótimo ouvir que a tecnologia está disponível para auxiliar quem leva o trabalho para fora do campo físico, afinal observação dos hábitos e padrões dos adversários pode ser encarado, ao meu ver, como "jogo mental"!

Encaro que o trabalho do Psicólogo do Esporte é também "ensinar" ou para quem não gosta do perfil professor do Psicólogo, sensibilizar o atleta neste tipo de novas estratégias, afinal a evolução das ciências do esporte elevam o nível do esporte onde os mínimos detalhes devem ser observados. Falando em detalhes, lembrei de outra postagem rsrs.

neste vídeo aos 3min 40 aparece ponto alto do vídeo, onde ele afirma que estuda os jogadores e joga utilizando a internet, "acabando" com o efeito surpresa da paradinha!

Parabéns Marcos, Jogar com a Cabeça não é só fazer visualização, relaxamento ou manter a concentração no momento certo (o que por sinal ele demonstrou saber muito bem manter)...



"hoje tem internet, youtube, então a gente tem que esperar um pouco pra ver o que o jogador vai fazer!"

Outro ponto que me chamou muita atenção foi que parte da torcida Atleticana ter vaiado o Renan, jogador do Galo que perdeu o pênalti, essa reação corrobora com a imagem da obrigatoriedade do cobrador marcar a penalidade. Demonstra como a pressão está toda em cima do batedor... O goleiro que entende isso pode controlar a ansiedade e aguardar o momento certo de virar Herói... afinal essa foi a Manchete da Folha de São Paulo, De vilão a Herói!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Fenômeno Ronaldo

Este tópico dá muito pano pra manga, afinal todos nós temos nossas idéias e pensamentos sobre as personalidades e pessoas públicas.

Este é um vídeo sobre o Ronaldo que gostaria de compartilhar com todos.



Inclusive a Prof Kátia Rúbio é a entevistada para falar sobre esse fenômeno... como não poderia deixar de ser ela é muito feliz em seus comentários sobre o que fazem ele ser não um fenomêno esportivo mas um fenômeno de popularidade. É justamente o lado humano que erra, cai e levanta que cria esta àurea heróica em torno a ele. Por isso acredito que a repórter foi muito feliz ao escolher a Kátia para esta matéria, afinal ela trata deste tema muito bem em seu livro "O Atleta e o Mito do Herói".

Fica entào como sugestão de leitura.

Abraços